terça-feira, 21 de junho de 2011

Dica de filme: Mississipi em Chamas

Em 21 de junho de 1964, morriam perto da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, três militantes dos direitos civis. Dois eram brancos e um negro, todos na faixa dos 20 anos.
Após terminarem seu trabalho voluntário, foram parados pela polícia e achados somente 44 dias depois, assassinados. Os dois jovens brancos foram fuzilados e o negro, espancado até a morte. Para saber mais sobre esse fato, vale a pena assistir o filme "Mississipi em chamas", de Alan Parker.
Imediatamente a Ku Klux Klan (organização racista dos Estados Unidos) foi considerada responsável pela chacina. Das dezoito pessoas acusadas, sete foram consideradas culpadas e o restante, entre elas o xerife local e o chefe da Ku Klux Klan, absolvidas. Atualmente, a organização racista, apesar de muito pequena, ainda existe.
A história foi filmada e lançado em 1988, com direção de Alan Parker e roteiro de Chris Gerolmo. O filme, disponível nas locadoras, conta de maneira fictícia a investigação que dois agentes do FBI fizeram do brutal massacre. Vale a pena assistir.

Operários espanhóis protestam pelados contra fechamento de fábrica

Operários espanhóis gravaram e divulgaram na internet um vídeo no qual aparecem nus, portando apenas as ferramentas de trabalho, em protesto contra o fechamento da fábrica onde trabalham.
Dublando o clássico YMCA do grupo Village People, os 164 trabalhadores fazem uma coreografia bem humorada contra os planos da multinacional ABB, empresa de tecnologia industrial elétrica, de fechar a fábrica de Trapagarán, no País Basco (norte da Espanha).
"O vídeo produz risos, mas a mensagem é séria. O fechamento da fábrica nos deixa sem nada, sem roupa, sem recursos e sem futuro", disse um comunicado do porta-voz dos trabalhadores, Jorge Marcos.
"É injustificável que uma empresa que tenha faturado 100 milhões de euros (cerca de R$ 226 milhões) nos últimos três anos, batendo o recorde de faturamento, deixe toda a linha de produção na rua."
Única formaNo protesto, os operários aparecem fazendo seu trabalho habitual em tornos mecânicos e mesas com os capacetes do uniforme, mas completamente nus.
Eles realizam suas tarefas cantando e dançando, inclusive mostrando nádegas e parte dos genitais, cobertos na edição por ferramentas de trabalho e imagens justapostas.
A companhia divulgou um comunicado confirmando a "reestruturação de sua divisão Power Products na Espanha para melhorar a viabilidade nas difíceis condições atuais do mercado espanhol".
Os operários dizem que o protesto original foi a única forma de chamar a atenção para seu problema depois de duas semanas fazendo manifestações e pedindo reuniões com os diretores da empresa, sem obter resposta.
Eles alegam que a empresa com sede na Suíça avisou a todos os funcionários que fecha a fábrica "por condições de mercado".
O porta-voz sindical diz que a empresa pretende transferir a unidade espanhola para um país do leste europeu, onde os custos trabalhistas são menores.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fator Previdenciário é uma questão pendente

A reunião de representantes da CUT e demais centrais sindicais com os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) para discutir o fim do Fator Previdenciário não definiu uma medida concreta. De acordo com a Central, frente à falta de consenso entre as centrais no tema, o governo devia ter apresentado a proposta para ser debatida. A proposta da CUT é substituir o Fator (fórmula de cálculo implantada em 1999 para reduzir o valor das aposentadorias por tempo de contribuição) pela fórmula 85/95. A nova regra reduziria o tempo necessário para se aposentar com 100% do benefício e, como consequência, aumentaria o valor das novas aposentadorias. O assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, José Lopez Feijó, propôs que quatro ministérios se reúnam para decidir que proposta apresentar ao movimento sindical

Trabalhadores recusam o PEF da Ambev Sergipe

Na segunda-feira, dia 13 de junho, os funcionários da Ambev Filial Sergipe, recusaram a proposta de PEF (Plano de Enganar Funconários), com 81% dos votos contra a proposta da empresa e 19% a favor. "Os gerentes não acreditaram no resultado, percebendo que até supervisores votaram contra a proposta da Ambev", informa a direção do Sindisa - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Sucos, Amidos, Cervejas e Refreigerantes do Estado de Sergipe.

O resultado comprova o sentimento de revolta e indignação dos trabalhadores, que agora reivindicam receber a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e não mais o PEF.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Empresa pagará quase R$ 1 milhão por controlar ida de trabalhadores ao banheiro

São Paulo – A Flextronics, multinacional do ramo de componentes de tecnologia da informação com unidade em Sorocaba, interior paulista, fez acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) local para regularizar a contratação de pessoas com deficiência e aprendizes, além de acabar com a prática de assédio moral aos funcionários. Segundo o MPT, o acordo prevê a doação de R$ 960 mil por causa de danos morais causados aos funcionários.
"As investigações contra a empresa se iniciaram após notícia de que o acesso aos sanitários estava sendo controlado pela chefia imediata por meio de ato vexatório, que consistia em obrigar o trabalhador da linha de produção a usar um balde para sinalizar ao encarregado que precisava ir ao banheiro", informou o Ministério Público. "A partir daí, o trabalhador precisaria esperar, com o balde ao lado, que outro operário o ´rendesse´, ou seja, ficasse em seu lugar até que ele voltasse do sanitário. Houve casos em que o trabalhador ficou mais de uma hora aguardando o momento de ir ao banheiro."
Segundo o MPT, alguns trabalhadores entraram com ações para pedir indenização. Esses pedidos foram reconhecidos em primeira (Varas do Trabalho) e segunda instâncias (Tribunal Regional do Trabalho). "O assédio moral foi provado pelos procuradores, que também identificaram irregularidades no cumprimento das cotas exigidas por lei para a contratação de pessoas com deficiência e aprendizes." Pela Lei 8.213, a empresa teria de contratar pelo menos o equivalente a 5% de seu quadro em pessoas com alguma deficiência ou que sejam reabilitadas. A lei do aprendiz também não vinha sendo respeitada.
"Com o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), a empresa se compromete a garantir o acesso irrestrito aos banheiros, permitindo a livre entrada sem qualquer controle. Foi estipulado o prazo de seis meses para o cumprimento da cota para deficiente e reabilitados, já que, segundo apurado em audiência, a Flextronics procedeu à contratação de 150 trabalhadores", diz o MPT.

Fonte - Rede Brasil Atual