quarta-feira, 25 de abril de 2012

Caixa Econômica Federal reduzirá taxa do crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal informou que irá anunciar redução da taxa de juros do crédito imobiliário nesta quarta-feira (25). O anúncio demonstra o esforço com a meta de redução de juros imposta pelo governo federal. O detalhamento será feito durante coletiva de imprensa sobre o 8º Feirão Caixa da Casa Própria.

O banco é o primeiro a oficializar que irá alterar as taxas do crédito imobiliário. Até o momento, as instituições fizeram mudanças em outras linhas destinadas a pessoa física e jurídica, como crédito pessoal, cheque especial, financiamento de veículos e rotativo do cartão de crédito.

A Caixa não informou se as mudanças serão válidas apenas para novos financiamentos ou se também serão estendidas àqueles em andamento. No entanto, as reduções das taxas de empréstimos feitas até agora foram válidas apenas novos contratos.

Acidentes de trabalho mataram 16,5 mil em seis anos

Os 3,8 milhões de acidentes de trabalho ocorridos no Brasil no período de 2005 a 2010 mataram 16,5 mil pessoas e incapacitaram 74,7 mil trabalhadores. Os dados foram citados pela presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosângela Silva Rassy.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lançado um portal que exibe a folha corrida dos parlamentares

Segue endereço de um portal criado para termos acesso a todos os dados dos parlamentares em exercício (inclusive passagens pela justiça).

Basta clicar na cidade ou estado e fazer a busca. Se buscar sem digitar nada, aparece uma lista com todos os políticos da zona escolhida.

http://www.excelencias.org.br

Façam bom uso e COMPARTILHEM essa ferramenta, que é muito importante. Estamos num ano de eleições e podemos fazer a diferença.

Lembrem-se desse conselho da filósofa russo-americana Ayn Rand:

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem nada produz; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

Arte de Antonio Lucena


Trabalhador terá de fazer curso para ganhar seguro-desemprego

O governo publicou no dia 17/4 um decreto no “Diário Oficial da União” condicionando o recebimento do seguro-desemprego à matrícula em um curso de qualificação profissional nos casos em que o benefício é solicitado pela terceira vez em um prazo de 10 anos.

O decreto ainda precisa ser regulamentado. O texto publicado hoje diz que o curso de qualificação precisa ser regulamentado pelo Ministério da Educação, terá carga horária mínima de 160 horas e será concedido através da Bolsa-Formação Trabalhador, no âmbito do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Tecnológico e Emprego).

Se não houver um curso de formação profissional compatível com o perfil do trabalhador no município ou região metropolitana onde vive, o seguro-desemprego não será suspenso.

Quem tem direito
Têm direito ao seguro os trabalhadores desempregados que tiverem sido demitidos sem justa causa.
Aqueles que trabalharam com carteira assinada entre 6 e 11 meses nos últimos três anos têm direito de receber até três parcelas do seguro.

Quem trabalhou de 12 a 23 meses no período pode receber até quatro parcelas.

Já quem esteve empregado com registro por mais de 24 meses nos últimos três anos pode receber até cinco parcelas do seguro-desemprego.

O valor do benefício varia de R$ 622 (o salário mínimo atual) a R$ 1.163,76, de acordo com a média salarial dos últimos salários anteriores à demissão.

Em 2009 e 2010 ocorreram 964 greves no país, segundo levantamento do Dieese

Nos anos 2009 e 2010 ocorreram 964 greves no país, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Foram 518 greves em 2009 e 446 em 2010. Os números são os maiores da última década, superando o total de greves ocorrido em 2008 (411 greves).

Segundo o Dieese, o número de greves de trabalhadores em 2009 foi maior na esfera privada (266) do que na pública (251). Em 2010, o número de greve em empresas privadas (176) foi menor do que no funcionalismo público e nas estatais (269). Houve uma greve que envolveu os dois segmentos em ambos os anos.

Em 2009, o total de horas paradas chegou a 34.730, a maior parte delas na esfera pública (25.316 horas). Já em 2010, o total de horas paradas alcançou 44.910 horas, dos quais 38.085 horas no setor público. O Dieese disse que essa discrepância entre os setores público e privado se deve à ausência de regulamentação da negociação coletiva de trabalho no setor público e também ao fato de que, na esfera pública, as negociações são geralmente mais complexas, já que envolvem vários órgãos e instâncias de poder.

Em geral, a motivação para a paralisação foi por melhores salários com 266 greves em 2009 e 214 em 2010, seguida pela reivindicação de plano de cargos e salários e auxílio-alimentação. Para o Dieese, houve queda significativa no número de greves por causa de demissões, que passou de 41 paralisações em 2009 para oito, em 2010.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

URBELÂNDIA: ESTADO DE GREVE NA COCA-COLA É SUSPENSO

Como manifestação de boa vontade, o STIAU, sindicato que representa os trabalhadores da Uberlândia Refrescos, fabricante local dos refrigerantes da Coca-Cola, decidiu suspender o ESTADO DE GREVE decretado no último dia 2 de abril, em defesa da reivindicação de um ticket alimentação no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) por mês, para esperar o resultado da reunião da diretoria da empresa, marcada para a próxima quinta-feira, dia 12 de abril, conforme informado pela Gerência de Talentos Humanos.
 
A decisão de decretar o ESTADO DE GREVE foi motivada pela recusa da empresa em negociar com o sindicato esta reivindicação, sob a alegação de que já fornece refeição para os seus empregados e que por isso não teria a “obrigação” de fornecer também o ticket alimentação.
 
Trata-se de um argumento que não se sustenta, porque várias outras empresas da categoria, inclusive de menor porte, concedem os dois benefícios, dentre elas: Produtos Erlan – ticket de R$ 124,00 + refeição; JBS – ticket de R$ 167,48 + refeição; Moinho 7 Irmãos – ticket de R$ 150,00 + refeição; Cargill – ticket de R$ 140,00 + refeição.
 
O STIAU comunicou à empresa que vai aguardar até o dia 16 de abril, segunda-feira, por uma contraproposta “consistente” e o início às negociações. Caso a Uberlândia Refrescos / Coca-Cola continue se recusando a negociar, a GREVE poderá ser deflagrada, total ou parcialmente, a partir do dia 17 de abril, terça-feira.

Greve geral nos EUA

Membros do grupo Ocupe Wall Street (OWS) anunciaram a convocação de uma greve geral durante o 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. Em um comunicado, os chamados indignados pediram a seus seguidores para participar das marchas ao longo de toda a nação contra os abusos financeiros dos setores mais ricos do país. Os pacifistas estão exortando seus seguidores de uma costa a outra da união a manter-se fora do trabalho e da escola, e abster-se de gastar dinheiro em lojas ou comércios. “Em um dia sem 99%: sem trabalho, sem escola, não ir às compras, não limpar as casas, não às operações bancárias. O mais importante: Tomar a rua!”, anunciou o texto publicado no site do grupo.

Com sobra de emprego, mais brasileiros deixam a empresa para trocar de patrão

A expansão da economia deu mais poder ao trabalhador. Em busca de melhores vagas em um mercado aquecido, a quantidade de brasileiros que se demite das empresas é recorde. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 30,5% dos desligamentos no primeiro bimestre ocorreram por decisão do trabalhador. O País teve quase 3,2 milhões de desligamentos até fevereiro, sendo 969 mil por iniciativa do empregado.

No primeiro bimestre de 2003, ano do início da pesquisa, a situação era bem diferente: as saídas voluntárias somavam 17,7%. Os dados anualizados confirmam a tendência de aumento do desligamento espontâneo. Na média do ano passado, 28,3% das demissões foram por iniciativa do funcionário - em 2003, a proporção foi de 16,8%. "Numa situação de desemprego mais baixo e com perspectiva de crescimento, a viabilidade de obter um emprego melhor e uma ocupação mais favorável tende a ganhar mais força", diz Claudio Dedecca, professor da Unicamp.

Os números do Caged de admitidos este ano comprovam a manutenção do aquecimento do mercado de trabalho. Até fevereiro, as admissões superaram os desligamentos em 269,5 mil.

É possível notar uma relação entre o desempenho dos desligamentos espontâneos com a variação da taxa de desemprego média anual medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De 2008 para 2009, por causa da crise econômica, o desemprego médio anual cresceu de 7,9% para 8,1%; no período, os desligamentos voluntários caíram de 23,8% para 21,7%.

"Assim que o desemprego cai de novo em 2010, começa a aumentar o pedido de demissão voluntária", diz a professora Regina Madalozzo, da escola de negócios Insper. Na avaliação dela, haveria ainda mais desligamentos voluntários se a legislação trabalhista do País fosse menos rígida.

Com o crescimento dos pedidos de demissão, a influência das empresas no total de desligamentos perdeu participação. No ano passado, os desligamentos por decisão das empresas corresponderam a 55,7% do total, o mais baixo da série histórica.

Serra-talhadense vai ao Congresso exigir punição para militares

 
 
O serra-talhadense e sindicalista Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), exigiu, durante exposição nessa terça-feira (10) no anexo da Câmara dos Deputados, que os arquivos da ditadura sejam reabertos para investigação de militares envolvidos em assassinatos de civis nos “anos de chumbo”. A palestra dele aconteceu na audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar Memória,Verdade e Justiça, que investiga crimes praticados pelo Regime Militar entre 1946 a 1988.

“A direção nacional da CUT já tomou a sua posição reafirmando a exigência de apuração dos crimes da ditadura. É preciso punir os culpados, indicando seus autores e beneficiários. E que se diga às famíias de suas vítimas o que aconteceu com seus filhos”, cobrou Expedito Solaney, sendo bastante aplaudido. Quem presidiu a audiência foi a deputada socialista Luiza Erundina (PSB) que justificou a presença da CUT no debate.

“Estão sendo convidadas a participar do evento organizações com trajetória de atuação na promoção dos direitos humanos, do resgate da verdade histórica sobre as mortes, torturas e desaparecidos forçados durante a ditadura de 1964″. Atualmente, o sindicalista Expedito Solaney reside em São Paulo e é filho do saudoso Expedito “Carteiro”, que faz parte da história de Serra Talhada.

Mínimo deveria ser de R$ 2.295,58 em março, diz Dieese

O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.295,58 em março, a fim de suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família, como constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 273,25, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,69 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622.

O valor estimado pelo Dieese em março é ligeiramente menor do que o apurado para fevereiro, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.323,21, ou 3,74 vezes o patamar atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.247,94, equivalente a 4,12 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545.

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em março deste ano, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior e também em relação a igual período de 2011. Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 84 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra que, em fevereiro, exigia 85 horas e 30 minutos. Já em março de 2011, a mesma compra necessitava de 96 horas e 13 minutos.

Governo alerta para endividamento de idosos com empréstimo consignado

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, existem em todo o País 56 milhões de contratos firmados de empréstimo consignados. Esse mercado movimenta atualmente R$ 120 bilhões e levanta preocupações principalmente por causa do endividamento dos aposentados que usam essa modalidade de empréstimo. O assunto foi discutido nesta terça-feira em reunião da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas.

A representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Neuza Muller, informou que muitos idosos são coagidos pela família para fazer o empréstimo consignado. “Recebemos muitas denúncias pelo Disque 100. Muitos são coagidos por filhos, netos, que exploram essa facilidade em conseguir um empréstimo com baixas taxas de juros”, disse.

O empréstimo consignado é feito sem avalista, oferece taxas de juros especiais e as prestações são descontadas diretamente na folha de pagamento. Com tantas facilidades, a dívida acaba se transformando numa grande bola de neve. Isso por que, segundo o ministério, muitos fazem novos empréstimos antes de quitar o anterior.

Pela lei, uma pessoa pode comprometer no máximo 30% da renda mensal. Na prática não é o que ocorre. E as maiores vítimas são os aposentados, que sofrem ainda com a ação dos estelionatários.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Dieese realiza Jornada Nacional de Debates

O Dieese realiza em várias capitais brasileira a sétima edição de sua jornada de debates, reunindo dirigentes e assessores das principais centrais sindicais do país, para debaterem a conjuntura nacional e internacional, perspectivas para as negociações e rotatividade.

Questionamentos que estão em pauta no momento atual que o Brasil, e que são de extrema importância serão abordados nos debates, entre eles a articulação do panorama em que vão se desenrolar as campanhas salariais em todo o país. E a questão da rotatividade de mão de obra que é vital para os dirigentes sindicais já que o sistema financeiro é um dos setores em que a prática é mais difundida e agressiva.

No Recife, a Jornada acontecerá no dia 10 de abril (terça-feira), das 9h às 13h, no Sindifisco - Rua da Aurora, 1443 - Santo Amaro - Recife - PE.

Próximas negociações salariais devem repetir cenário de 2011, segundo Dieese

Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as negociações coletivas desde primeiro semestre deverão a seguir o ritmo do ano passado, de forte reajuste salarial, mas tendo como sombra o cenário de crise econômica nos Estados Unidos e nos países da zona do euro.

O salário mínimo, cujo reajuste é definido pela expansão da economia de dois anos atrás, somada à inflação de 2011, é uma baliza para as negociações do primeiro semestre. Este ano, com um crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, o mínimo ganhou 14,13%, e vale agora R$ 622.

Trabalhador que não teve contribuição recolhida poderá se aposentar

O trabalhador que teve vínculo empregatício, mas não teve as contribuições mensais recolhidas à Previdência Social deve ter o seu tempo de serviço reconhecido, para efeito de aposentadoria, segundo entendimento do presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), Manuel Rodrigues.

O presidente disse que para o reconhecimento do direito basta que o empregado apresente, quando for se aposentar, a Carteira Profissional, com a anotação do contrato de trabalho, com a data de entrada e de saída do emprego.

Salário médio mundial é R$ 2,7 mil, segundo pesquisa da OIT

Pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiu que o salário médio mundial é US$ 1.480 (R$ 2,7 mil). Trata-se de um valor aproximado, baseado em dados de 72 países, que não incluem algumas das nações mais pobres do mundo. Todos os números são ajustados para refletir variações no custo de vida de um país para outro e se referem apenas a trabalhadores assalariados e não a autônomos ou pessoas que vivem com a renda de benefícios sociais.

Dentro da lista de 72 países, o Brasil encontra-se na 51ª posição, com um salário médio de US$ 778 (R$ 1,4 mil). Os cinco primeiros lugares são ocupados por Luxemburgo, Noruega, Áustria, EUA e Reino Unido. Dentre os latino-americanos, Argentina (40), Chile (43) e Panamá (49) estão a frente do Brasil.

Os pesquisadores da OIT chegaram a este número, basicamente, dividindo o valor total da receita mundial, que está em US$ 70 trilhões (R$ 127 trilhões) por ano, pelo número de pessoas no planeta (7 bilhões). A média de rendimentos anuais estaria em cerca de US$ 10 mil (R$ 18 mil) por pessoa por ano.