Os trabalhadores das empresas ligadsa ao grupo Femsa, responsável pela produção e distribuição da Coca-Cola no Brasil, aguardam as negociações entre a empresa e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins). Por enquanto, não há indicativo de greve, segundo a entidade.
As duas partes se reuniram em São Paulo para discutir os critérios da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Em 2012, eles praticamente não receberam PLR e, em 2011, a Spal não pagou a PLR, alegando não ter atingido as metas. Na ocasião, a Femsa pagou 25% do salário de R$ 1.700 referente ao PLR de 2012, a título de antecipação da bonificação de 2012. Agora, a empresa alega que os 25% já pagos correspondem exatamente à PLR de 2012.
Na manhã desta quarta-feira, dia 30/1, a assessoria de imprensa da CNTA Afins informou que durante a reunião, o Gerente de Recursos Humanos do Grupo Femsa no Brasil, César Ortis, prometeu que a empresa vai analisar dentro de um prazo de 10 dias, a revisão do valor dos 25% sobre o salário médio de R$ 1.700. Além disso, a empresa disse que vai rever o processo da PLR para 2013. Os trabalhadores reivindicam maior transparência no processo da PLR (informação dos índices utilizados) e o estabelecimento de metas que correspondam adequadamente ao trabalho enfrentado nas fábricas da Coca-cola.
A Femsa Brasil, por meio de nota divulgada ontem, informou que os resultados da empresa referentes ao ano de 2012 ainda estão em fase de apuração e, por isso, não foram divulgados. 'A empresa tem tratado o tema relacionado ao PPR (Programas de Participação nos Resultados) diretamente com cada entidade sindical local representativa de sua categoria profissional e, tão logo conclua a apuração, divulgará os resultados para os sindicatos e trabalhadores'
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
EUA querem impedir compra do Grupo Modelo pela InBev
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu processo para impedir a Anheuser-Busch InBev de comprar metade da cervejaria mexicana Grupo Modelo que ainda não possui.
O departamento informou que a operação de US$ 20,1 bilhões vai reduzir a concorrência no mercado norte-americano de cerveja. A Anheuser-Busch InBev afirmou em resposta que vai contestar "vigorosamente" o processo aberto para impedir a aquisição.
"Se a ABI detiver e controlar totalmente a Modelo, a ABI será capaz de aumentar preços de cerveja para consumidores norte-americanos. O processo busca impedir que a ABI elimine a Modelo como uma importante força competitiva na indústria de cerveja", afirmou Bill Baer, advogado geral assistente encarregado pela divisão antitruste do departamento.
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