sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dieese: nível de emprego é bom, mas salários estão baixos

A criação de postos de trabalho e a redução do desemprego não são mais os maiores desafios do mercado de trabalho brasileiro, segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça. Na opinião dele, o País precisa, agora, priorizar melhorias na qualidade dos empregos já existentes e nos salários pagos.

Segundo Mendonça, a taxa de desemprego recorde divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o número de vagas criadas no país segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o mercado de trabalho no Brasil está aquecido. Apesar disso, disse ele, a remuneração dos trabalhadores ainda é baixa. "Somos um País que, historicamente, tem salários baixos", disse Mendonça à Agência Brasil. "Precisamos melhorar a qualidade dos nossos empregos e o valor dos salários pagos aos trabalhadores para alcançarmos um desenvolvimento social ainda maior."

Segundo Mendonça, 90% dos postos de trabalho criados no Brasil atualmente são formais. Contudo, essas vagas pagam até dois salários mínimos aos trabalhadores (R$ 1.090,00). "Comparado com o salário de outros países, é pouco", complementou o economista. Para melhorar a remuneração dos trabalhadores, Mendonça disse que é fundamental que o País desenvolva setores econômicos que, tradicionalmente, remuneram bem. Entre esses setores, o economista destaca a indústria, o setor financeiro e o de saúde.

Ele disse também que é preciso que o País invista na formação de seus trabalhadores para que as vagas de bons salários possam ser preenchidas. "Ainda temos um problema de formação básica. Precisamos investir na educação", disse Mendonça.

Sobre as perspectivas do mercado de trabalho para os próximos meses, a análise do economista é positiva. Ele afirmou que, no segundo semestre, a geração de vagas geralmente é maior que no primeiro semestre. Ele ressaltou, porém que os resultados consolidados do mercado em 2011 não devem ser tão bons quanto os alcançados no ano passado. "O emprego cresce no segundo semestre. Isso é sazonal", disse Mendonça. "Agora, o desaquecimento da economia como um todo pode fazer com que o crescimento das vagas não seja tão grande quanto o do final do ano passado.

"Em 2010, o Brasil criou mais de 2,5 milhões de vagas de trabalho. No primeiro semestre deste ano, segundo o Caged, já foram criados 1,41 milhão de empregos.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SINDBEB comemora 70 anos em setembro próximo



Tendo esse mote como referência, o SINDBEB planeja comemorar o seu aniversário em festa a ser realizada no domingo 25 de setembro próximo, no SESI do Ibura - Recife. A data de fundação da entidade será lembrada com a presença da categoria em uma grande e animada confraternização. A ideia é realizar um evento que celebre a sua trajetória e fique marcado na memória de todos. Para tanto, o Sindicato está realizando pesquisa junto à categoria para quantificar o número de convidados e planejar uma festa à altura das expectativas.
“NOS 70 EU VOU - EU VOU NOS 70!”
- O SINDBEB foi fundado em 26 de setembro de 1941, numa etapa da História em que várias outras entidades foram criadas no País. Porém, ele não nasceu do dia para noite. Foi idealizado, projetado e organizado ao longo de duros anos de luta dos muitos companheiros que antecederam os atuais trabalhadores e dirigentes da categoria. O seu primeiro nome foi Sindicato dos Operários em Fábricas de Bebidas e Classes Anexas do Recife. Desde então, tem sido o instrumento de organização, mobilização e conquistas da classe.
Histórico

terça-feira, 21 de junho de 2011

Dica de filme: Mississipi em Chamas

Em 21 de junho de 1964, morriam perto da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, três militantes dos direitos civis. Dois eram brancos e um negro, todos na faixa dos 20 anos.
Após terminarem seu trabalho voluntário, foram parados pela polícia e achados somente 44 dias depois, assassinados. Os dois jovens brancos foram fuzilados e o negro, espancado até a morte. Para saber mais sobre esse fato, vale a pena assistir o filme "Mississipi em chamas", de Alan Parker.
Imediatamente a Ku Klux Klan (organização racista dos Estados Unidos) foi considerada responsável pela chacina. Das dezoito pessoas acusadas, sete foram consideradas culpadas e o restante, entre elas o xerife local e o chefe da Ku Klux Klan, absolvidas. Atualmente, a organização racista, apesar de muito pequena, ainda existe.
A história foi filmada e lançado em 1988, com direção de Alan Parker e roteiro de Chris Gerolmo. O filme, disponível nas locadoras, conta de maneira fictícia a investigação que dois agentes do FBI fizeram do brutal massacre. Vale a pena assistir.

Operários espanhóis protestam pelados contra fechamento de fábrica

Operários espanhóis gravaram e divulgaram na internet um vídeo no qual aparecem nus, portando apenas as ferramentas de trabalho, em protesto contra o fechamento da fábrica onde trabalham.
Dublando o clássico YMCA do grupo Village People, os 164 trabalhadores fazem uma coreografia bem humorada contra os planos da multinacional ABB, empresa de tecnologia industrial elétrica, de fechar a fábrica de Trapagarán, no País Basco (norte da Espanha).
"O vídeo produz risos, mas a mensagem é séria. O fechamento da fábrica nos deixa sem nada, sem roupa, sem recursos e sem futuro", disse um comunicado do porta-voz dos trabalhadores, Jorge Marcos.
"É injustificável que uma empresa que tenha faturado 100 milhões de euros (cerca de R$ 226 milhões) nos últimos três anos, batendo o recorde de faturamento, deixe toda a linha de produção na rua."
Única formaNo protesto, os operários aparecem fazendo seu trabalho habitual em tornos mecânicos e mesas com os capacetes do uniforme, mas completamente nus.
Eles realizam suas tarefas cantando e dançando, inclusive mostrando nádegas e parte dos genitais, cobertos na edição por ferramentas de trabalho e imagens justapostas.
A companhia divulgou um comunicado confirmando a "reestruturação de sua divisão Power Products na Espanha para melhorar a viabilidade nas difíceis condições atuais do mercado espanhol".
Os operários dizem que o protesto original foi a única forma de chamar a atenção para seu problema depois de duas semanas fazendo manifestações e pedindo reuniões com os diretores da empresa, sem obter resposta.
Eles alegam que a empresa com sede na Suíça avisou a todos os funcionários que fecha a fábrica "por condições de mercado".
O porta-voz sindical diz que a empresa pretende transferir a unidade espanhola para um país do leste europeu, onde os custos trabalhistas são menores.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fator Previdenciário é uma questão pendente

A reunião de representantes da CUT e demais centrais sindicais com os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) para discutir o fim do Fator Previdenciário não definiu uma medida concreta. De acordo com a Central, frente à falta de consenso entre as centrais no tema, o governo devia ter apresentado a proposta para ser debatida. A proposta da CUT é substituir o Fator (fórmula de cálculo implantada em 1999 para reduzir o valor das aposentadorias por tempo de contribuição) pela fórmula 85/95. A nova regra reduziria o tempo necessário para se aposentar com 100% do benefício e, como consequência, aumentaria o valor das novas aposentadorias. O assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, José Lopez Feijó, propôs que quatro ministérios se reúnam para decidir que proposta apresentar ao movimento sindical

Trabalhadores recusam o PEF da Ambev Sergipe

Na segunda-feira, dia 13 de junho, os funcionários da Ambev Filial Sergipe, recusaram a proposta de PEF (Plano de Enganar Funconários), com 81% dos votos contra a proposta da empresa e 19% a favor. "Os gerentes não acreditaram no resultado, percebendo que até supervisores votaram contra a proposta da Ambev", informa a direção do Sindisa - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Sucos, Amidos, Cervejas e Refreigerantes do Estado de Sergipe.

O resultado comprova o sentimento de revolta e indignação dos trabalhadores, que agora reivindicam receber a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e não mais o PEF.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Empresa pagará quase R$ 1 milhão por controlar ida de trabalhadores ao banheiro

São Paulo – A Flextronics, multinacional do ramo de componentes de tecnologia da informação com unidade em Sorocaba, interior paulista, fez acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) local para regularizar a contratação de pessoas com deficiência e aprendizes, além de acabar com a prática de assédio moral aos funcionários. Segundo o MPT, o acordo prevê a doação de R$ 960 mil por causa de danos morais causados aos funcionários.
"As investigações contra a empresa se iniciaram após notícia de que o acesso aos sanitários estava sendo controlado pela chefia imediata por meio de ato vexatório, que consistia em obrigar o trabalhador da linha de produção a usar um balde para sinalizar ao encarregado que precisava ir ao banheiro", informou o Ministério Público. "A partir daí, o trabalhador precisaria esperar, com o balde ao lado, que outro operário o ´rendesse´, ou seja, ficasse em seu lugar até que ele voltasse do sanitário. Houve casos em que o trabalhador ficou mais de uma hora aguardando o momento de ir ao banheiro."
Segundo o MPT, alguns trabalhadores entraram com ações para pedir indenização. Esses pedidos foram reconhecidos em primeira (Varas do Trabalho) e segunda instâncias (Tribunal Regional do Trabalho). "O assédio moral foi provado pelos procuradores, que também identificaram irregularidades no cumprimento das cotas exigidas por lei para a contratação de pessoas com deficiência e aprendizes." Pela Lei 8.213, a empresa teria de contratar pelo menos o equivalente a 5% de seu quadro em pessoas com alguma deficiência ou que sejam reabilitadas. A lei do aprendiz também não vinha sendo respeitada.
"Com o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), a empresa se compromete a garantir o acesso irrestrito aos banheiros, permitindo a livre entrada sem qualquer controle. Foi estipulado o prazo de seis meses para o cumprimento da cota para deficiente e reabilitados, já que, segundo apurado em audiência, a Flextronics procedeu à contratação de 150 trabalhadores", diz o MPT.

Fonte - Rede Brasil Atual