quarta-feira, 30 de maio de 2012

A negociação não avança na AmBev de Jaguariúna

O Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Campinas (SITAC), que representa os trabalhadores da cervejaria transnacional de Jaguariúna, São Paulo, notificou a empresa para que se manifestasse nas próximas 72 horas com uma proposta salarial melhor, caso contrário as atividades na fábrica serão paralisadas

Marcos Araújo, presidente do SITAC, afirmou que "desde Abril estamos negociando com a AmBev a pauta de reivindicações para o período, mas a empresa, além de demorar em convocar uma primeira rodada de negociações, quando o fez, apresentou uma proposta inaceitável: cinco por cento, frisou o dirigente.
Esta porcentagem cobre apenas a inflação do período e, portanto, não representa nenhum aumento real.

"A oferta foi categoricamente rejeitada pelos trabalhadores e trabalhadoras na assembleia realizada em 10 de maio. Entretanto, no dia 23 o Sindicato – não tendo recebido nenhum tipo de resposta por parte da transnacional – decidiu declarar o pré-conflito e avisar à companhia para que melhore sua proposta nas próximas 72 horas úteis, conforme o processamento usual em nosso país", explicou Araújo.

Os trabalhadores reivindicam um aumento que não só considere a inflação do período, mas que também ofereça aumento real da ordem de 10 por cento. De acordo com Araújo, o que o sindicato pretende é aproximar as propostas. "Estamos dispostos a negociar, a chegar a um acordo, e queremos um aumento real, pois os trabalhadores e as trabalhadoras estão firmes nesta postura. Estaremos esperando por uma resposta, mas se a AmBev não melhorar sua oferta, a greve começará na próxima quarta-feira 30", concluiu o dirigente.

Trabalhar sob estresse afeta a vida familiar

O estresse provocado pelas jornadas prolongadas e crescentes exigências por metas no trabalho interferem além da saúde, na vida familiar, na avaliação da médica do trabalho e pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Margarida Barreto.

Quais os efeitos de uma jornada longa em uma profissão estressante?

A questão da saúde é fundamental. Primeira coisa é que as consequências de um trabalho sob estresse independe de categoria, de ser homem ou mulher. Tudo leva a uma fadiga mental e física, e consequentemente a diminuição da capacidade de produzir. E, claro, o patrão insiste em não diminuir a jornada porque acha que seus gastos vão aumentar tendo de contratar novos trabalhadores. Isso é um engano total.
Um trabalhador que exerce uma jornada prolongada tem de produzir cada vez mais e não pode cair de cama. Ele acaba adoecendo justamente por conta disso. É uma rotina insuportável, e leva não só ao cansaço mas também a outras complicações, como doenças gastrointestinais como as gastrites, e psicológicas, como o desânimo, pesadelos, angústia. O trabalhador muitas vezes se sente incapaz de dar conta daquilo que lhe é imposto, quando na verdade é desumano. Um terreno permeado de contradições. É mais do que justo esta reivindicação dos trabalhadores na questão da redução da jornada e, associado a isto, vem a questão da estabilidade no emprego.
Qual a argumentação que trabalhador pode dar quanto ao que é submetido?
Eu acredito que a argumentação deve estar embasada não só nas questões de saúde, não só na questão ética. Um trabalho prolongado e denso é fonte de desprazer, de sofrimento. Barra a criatividade do trabalhador e possibilita um maior índice de acidentes e de adoecimento.
Qual seria a alternativa para o trabalhador que não vê a saída da redução da jornada e também não encontra respaldo na lei?
A alternativa está nas lutas que exijam como um todo mudanças na organização de trabalho. Quando você pensa na jornada, ou nas horas-extras, está dentro do acordo de trabalho.
Mudar significa possibilitar a este trabalhador, fazer seu serviço de forma digna, sem estresse, com autonomia. Se eu tenho uma relação com o empregado que só exige metas cada dia maiores e não dá possibilidades de micropausas quaisquer, não dá para esperar muito. Não querendo ser saudosista, mas antes os trabalhadores tinham ao menos a chance de sair para fumar um cigarro, bater um papo com um colega. Hoje você não tem esta possibilidade, porque poucos trabalhadores devem cumprir o que foi estipulado. Passa a ser um luxo pensar em conversar com o colega do lado.
Não ter tempo sequer para relaxar, para dar um bom dia sequer ao companheiro de trabalho, complica. Nas grandes empresas, apesar do ambiente bonito e clean, já são ambientes pesados. Imagine então numa terceirizada, por exemplo. É sobrecarga, exigência, e exploração cada vez maiores. Isto acaba tendo repercussões até dentro da vida familiar.

Falando em funcionários terceirizados, a rotina de um funcionário de call center, por exemplo, é totalmente controlada pelos empregadores. Inclusive os momentos de pausa, que são poucos... este modo de se relacionar com os empregados virou uma tendência?
Claro, e é chocante pensar que em pleno 2012 ainda vemos por aí problemas com intervalos até mesmo para ir ao banheiro. Geralmente, estes funcionários só podem ir quando tem alguém para cobrir o serviço no seu lugar. Uma hora a situação entra em colapso. A forma atual de pensar políticas para as empresas levam em consideração o período de crise, um pensamento neoliberal. Pensa-se na quantidade de trabalho, mas não no indivíduo. Todas as mudanças econômicas no mundo se refletem na questão do trabalho, e quem sempre paga a conta da ganância é o trabalhador.
Desde o momento em que ele é não somente superexplorado, mas quando ele só vale para a empresa enquanto tem saúde. Mas nesta condição, me diga: como ele pode manter a saúde? Há uma contradição.
Certa vez, um trabalhador químico me disse algo que vale muito para o agora. Ele reclamou que a luta não é só pelos salários, mas pela manutenção do trabalho. A preocupação de conseguir se manter no emprego. Esperava que não chegássemos a este ponto, mas chegamos.
E é um desafio aos sindicatos...
É um desafio para cada categoria, aos trabalhadores como um todo. É estar vendo não só a questão de saúde em si, mas o que está causando a deteorização da saúde dos trabalhadores. Por que há uma destruição cada vez maior das relações de trabalho? Se não tem saúde, ele (o trabalhador) vai perder o emprego. E vai ter uma relação de precaridade dentro da própria casa. É um efeito dominó.
Há uma discussão quanto ao crescimento constante do emprego e, ao mesmo tempo, a preocupação sobre a qualidade deles ao trabalhador. Como você vê o assunto?
É uma questão que me incomoda muito ultimamente esta do pleno emprego. Aí eu pergunto: que pleno emprego é este que os trabalhadores estão tendo e adoecendo cada vez mais? É um ciclo depressivo tanto na questão do sistema capitalista mundial, mas também das relações de trabalho. Para mim, a coisa é muito crítica e exige enquanto movimento organizado pensar além. Não é só esta a discussão, tudo envolve um sistema político. Se eu fosse resumir em uma palavra, eu diria que nunca foi tão necessário construir uma nova sociedade com um novo olhar, que não dê privilégio a um grupo de famílias que comandam o planeta.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pochmann reflete os significados sobre a ‘nova Classe C’ em livro

Durante a última década, o Brasil vivenciou um intenso fenômeno político e econômico, a ascensão de milhões de pessoas à chamada "nova Classe C". Para analisar esse novo elemento social brasileiro, o presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, publicou a obra "Nova Classe Média?" pela editora Boitempo. 

Para o pesquisador há uma disputa sobre o que represente essa nova Classe, principalmente em torno da discussão se ela pertence a um setor da classe média, ou se é um setor da classe trabalhadora. Para ele, essa discussão tem intensas repercussões sobre a atuação e o papel do Estado .

"Se a identidade que nós estamos tendo é a de classe média a pressão para que o Estado subsidie o setor privado tenderá a ser maior. Se nós entendemos que se trata de novos segmentos no interior da classe trabalhadora a pressão é de outra natureza", afirmou.

Em entrevista, ele conta como foi traçar o perfil dessas novas pessoas que ascenderam da base da pirâmide social, que pare ele escaparam da influência das instituições políticas democráticas, o quê, tem repercussões importantes na política brasileira.

Caros Amigos: Quais são as principais características dessa nova classe C?
Marcio Pochmann:
Ao meu ver todo esse processo não constituiu o surgimento de uma nova classe, pelo contrário são segmentos novos no interior da classe trabalhadora. Essa ascensão tem características muito individualistas, muito movidas pelo próprio consumo. É um segmento especialmente concentrado no setor de serviços, e que as instituições civil-democráticas, como por exemplo, associações de bairro, associações estudantis e de trabalhadores, os próprios partidos políticos, não conseguiram capturar.
Esse segmento ascende, emerge, mas é movido fundamentalmente pelo consumo. Isso é até natural, eu diria. Nós tivermos durante a década de 1970 outro momento de ascensão social importante, especialmente porque durante essa época vivenciamos o chamado "milagre econômico", quando a economia cresceu em média 10% ao ano. Então houve um forte crescimento econômico que foi puxado pelos empregos na indústria. Nessa época a mobilidade social foi muito forte, porque eram as pessoas que vinham do campo, ainda nos anos 1960 e 1970 havia o campo que não conhecia luz elétrica, água encanada, etc.
Essas pessoas vieram para as grandes cidades basicamente por conta do emprego industrial, só que as cidades brasileiras não estavam preparadas para receber esse fluxo de imigrantes que vinham do campo e do interior do Brasil e com isso as pessoas acabaram indo morar nas favelas, onde não tinham acesso a água encanada, luz elétrica, etc. É dessa época parte significativa das favelas nas grandes cidades do Brasil. Isso gerou um estranhamento, e esse estranhamento na segunda metade dos anos 1970 foi de alguma maneira capturado por instituições que se formaram durante a transição política brasileira, da ditadura para o regime democrático. Instituições como as comunidades eclesiais de base, associações de bairro, o próprio renascimento do movimento estudantil, o renascimento do sindicalismo, a construção dos partidos políticos, e a transição para a democracia, e até mesmo a constituição de 1988 que de certa maneira é fruto do que aconteceu com esse novos segmentos emergentes que eram basicamente classe trabalhadora do ramo industrial. Eles foram protagonistas dessa transição.
O que nos estamos vendo agora é que o setor que é protagonista na geração de emprego nessa primeira do século 21 é o setor de serviços, e aí são postos de trabalho vinculados a atividades de terceirização, por exemplo, atividades temporárias. É um segmento que não tem suas aspirações capturadas pelas instituições democráticas, e isso aponta para um segmento onde justamente uma das características é a baixa escolarização.
É um segmento, que obviamente, depende do desenvolvimento econômico e da geração de empregos. Por outro lado se mostra conservador em outros valores como é o caso da pena de morte, religião, aborto, assim por diante. Então as características desse segmento são até naturais na medida em que não tenham um envolvimento com instituições democráticas. Esse é o desafio, eu diria assim, do movimento estudantil e sindical. Nós tivermos 1 milhão de estudantes de origem humilde que ascenderam ao nível superior por conta do ProUni (Programa Universidade para todos), por exemplo. Então esse segmento que ascendeu, de certa maneira, não foi fortalecer, não foi fazer parte do movimento estudantil, que é uma das instituições importantes da democracia. Em um país que não tem tradição democrática como é o nosso, que é um país que completou agora 50 anos de experiência democrática em 500 anos de história, isso é um fato bastante significativo a ser considerado.

CA: A inserção dessas pessoas se deu pela via do consumo, mas pouco pela via do direito. Quais as consequências disso?
MP:
Se não tiver a cultura política o que ocorre é que cada um acha que a ascensão dependeu do seu próprio esforço físico, porque afinal de nova-classe-media-icontas foi ele que conseguiu o emprego, esse emprego veio com melhor salário e permitiu a ele ascender socialmente, então dá a perspectiva individualista, porque na verdade está faltando a cultura política. A expansão do emprego foi fruto de uma decisão política de uma nova maioria que se constituiu no país a partir de 2003 que entendeu que o Brasil não poderia mais seguir em uma trajetória de voo de galinha, que cresce um pouco um ano, no outro não crescia, que foi a experiência dos anos 1990.
A falta de uma política leva a esse quadro de uma visão mais individualizada. Ao mesmo tempo esses novos segmentos que ascenderam que são trabalhadores que não poupam, e que têm toda sua renda adicional voltada para o consumo, está sendo visto por alguns como nova classe média. O que está por trás disso é uma disputa sobre como deve ser a atuação do Estado, porque se eu identifico que esses segmentos são de estratos de classe média, o que está por trás disso não é a defesa, por exemplo, de políticas públicas universais. A classe média está preocupada com a educação e a saúde privada, está interessada em uma previdência privada, então isso é uma lógica diferente daqueles que nós poderíamos entender como sendo a de uma classe trabalhadora que está preocupada com políticas universais, como saúde e educação pública de qualidade.
Então esse é o embate que tem repercussões grandes no papel do Estado. Porque se a ideia é de classe média possivelmente a ação do Estado tende a ser cada vez mais dissociada de políticas voltadas para a universalização.
Durante os anos 1990 tinha-se uma clareza que o Estado não era eficiente, de que eficiente era o setor privado. Agora que essa tese, digamos assim, caiu, porque o Estado se mostrou absolutamente necessário. Agora se inicia um debate sobre como o Estado deve atuar, especialmente em termos de políticas públicas. Como se coloca esse dinheiro na sociedade, se é subsidiando a iniciativa privada. A receita federal, por exemplo, subsidia o gasto da saúde privada, da educação privada, da previdência privada, da assistência privada dos segmentos de maior renda no país. Porque quando você declara o imposto de renda pode-se abater do valor devido esse tipo de gasto. Então o Estado brasileiro financia o gasto privado nas áreas de educação, saúde, etc., desses segmentos que declaram imposto de renda, que não são os pobres.
Então se a identidade que nós estamos tendo é a de classe média, a pressão para que o Estado subsidie o setor privado tenderá a ser maior. Se nós entendemos que se trata de novos segmentos no interior da classe trabalhadora a pressão é de outra natureza.

CA: Essa política de crédito é uma política que pode se manter no longo prazo?
MP:
A inteligência da política pública desde o início do governo Lula foi de viabilizar maior renda para esses segmentos da base da pirâmide social para ampliar o consumo, e ao ampliar o consumo nós fomos gradualmente ocupando a capacidade ociosa das empresas sem a necessidade de grandes investimentos. Agora estamos em condições mais difíceis para viabilizar essa perspectiva porque já há certa saturação da capacidade ociosa, e o grande desafio colocado é o do investimento, da ampliação da capacidade produtiva para atender as possibilidades de incorporação de novos segmentos, e ao mesmo tempo gerar empregos de classe média tradicional como bancários, professores. Mas isso só virá em grande quantidade com a ampliação nos investimentos, porque com mais investimentos se amplia a capacidade produtiva, o que significa a incorporação de novas tecnologias e a necessidade de incorporação de trabalhadores com maior escolaridade típica de classe média. O desafio, portanto, passa a ser o investimento e parece que o governo brasileiro está inclinado nesse sentido, especialmente quando nós olhamos as medidas mais recentes de reforço do setor produtivo com os subsídios fiscais, a queda na taxa de juros, as medidas de desvalorização da moeda. Esse conjunto de ações muito positivas está culminando para que o investimento produtivo ganhe maior dimensão.

CA: As condições de emprego que foram geradas durante a última década são diferentes das que foram geradas durante a década anterior?
MP:
De fato o grosso das ocupações geradas foi de remuneração ao redor do salário mínimo, mas eu entendo que foi fundamental a geração desse universo de vagas, porque se nós tivéssemos gerados empregos tradicionais de classe média, esses segmentos que foram beneficiadas não teriam chance de disputar esses postos de trabalho, por terem um perfil em sua maioria de baixa escolaridade e de certa maneira ficariam marginalizados de empregos de maior requisito de contratação. Então é isso que explica o sucesso brasileiro de permitir que a inclusão social fosse o motor principal do próprio dinamismo econômico que inverteu a lógica anterior de crescer para depois distribuir. Para dar continuidade a essa política de mobilidade social é preciso de empregos de maior qualidade.

CA: Quais são os principais desafios do governo com relação a esse novo fenômeno?
MP:
Inegavelmente você entra no tema de reformas, nós temos um padrão de arrecadação de recursos pelo Estado brasileiro que reforça a desigualdade, porque se arrecada fundamentalmente dos pobres e não dos que têm mais dinheiro. O Estado, nesse sentido, mostra que é muito forte para arrecadar dinheiro do pobre, mas é muito fraco para arrecadar dinheiro dos mais ricos. E esse tipo de receita, que é uma receita regressiva, não ajuda a diminuir a desigualdade, pelo contrário.
Do ponto de vista do gasto do Estado nós percebemos que também não há um padrão homogêneo de intervenção do Estado. Por exemplo, na área de assistência social eu diria que é um padrão de característica social-democrata porque os segmentos mais pauperizados é que são beneficiados pelas políticas de assistência social. O mesmo não pode-se dizer em relação ao tema cultural, por exemplo. O Estado brasileiro, seja União, governos estaduais ou municipais não coloca os principais aparelhos de cultura na periferia, que é onde o povo pobre está. Os principais aparelhos culturais estão nas áreas mais ricas. Se olhamos do ponto de vista dos bancos, especialmente dos públicos, a presença dos bancos não estão nos pequenos municípios de maneira mais organizada. Nas favelas a mesma realidade. Então nós ainda temos um serviço bancário público em um formato para um segmento de renda um pouco maior. Portanto a reorientação do papel do Estado com esse olhar de enfrentamento da pobreza e da desigualdade é um grande desafio. (Fonte: Caros Amigos)

AMBEV - só com a mobilização conquistaremos mais

Em assembleia realizada pelo Sindicato no dia 10 de maio, os trabalhadores e trabalhadoras da Ambev - PE em Itapissuma deram por encerradas as negociações da campanha salarial / 2011 ao aprovarem as propostas apresentadas, que foram votadas em votação secreta, durante as trocas de turnos de trabalho. O SINDBEB-PE aproveitou o momento para repassar as discussões ocorridas durante o encontro nacional dos trabalhadores da Ambev, realizado em São Paulo entre os dias 3 e 5 de maio, onde foi elaborado documento destinado ao presidente do grupo Ambev, exigindo o fim do banco de horas, implantação do PLR, não reconhecimento do PEF, unificação da data base e um vale compra no de R$ 400,00. O SINDBEB-PE participou do encontro através dos companheiros Adilson Pereira e Clécio Lima.

Outra situação que precisamos combater é a forma que os supervisores e gerentes tratamo os trabalhadores. O o assédio moral é crime e, tão logo a fábrica iniciou seu funcionamento, os trabalhadores já denunciam a pressão da empresa pela produção a todo custo.

Cabo - Na Ambev do Cabo de Santo Agostinho, os trabalhadores denunciam o sucateamento da fábrica e a irresponsabilidade da gerência com a saúde e segurança do trabalhador.
Vários setores estão sofrendo com os desmandos da empresa. É o caso da proteção da enchedora que se encontra no chão; dos degraus do guarda-corpo que estão soltos sem soldas ou sem parafusos, o que já provocou acidente; a corrente da talha, que está folgada, despenca constantemente podendo causar um grave acidente; os exaustores estão quebrados na xaroparia submetendo os trabalhadores à alta temperatura. Isto acontece devido à falta de investimento na unidade e a pressão dos gerentes, supervisores e analistas exigindo resultados e eficiência, com ameaças, gritos e palavrões, inclusive na área de RH – Recursos Humanos. Isso só aumenta a insatisfação e o número de pedidos de demissões que, comparado a outras unidades da Ambev, é altíssimo.
O Sindicato exige solução imediata.

Irregularidades na Caninha D’Ouro

Em visita aos locais de trabalho a direção do SINDBEB-PE constatou que a empresa Caninha D’Ouro, em Igarassu, descumpre a Convenção Coletiva de Trabalho. Não concede o direito ao Café da Manhã aos trabalhadores que iniciam a jornada de trabalho pela manhã e não paga o piso salarial da categoria de R$ 670,00. Assinou tem que cumprir e o SINDBEB-PE exige o cumprimento dessas e outras conquistas.

Água Mineral da Rocha

A empresa Água Mineral da Rocha, localizada em Camaragibe, se nega a cumprir o que determina a Convenção Coletiva de Trabalho, mesmo tendo participado da mesa de negociação da última campanha salarial. O representante da empresa quando foi questionado pelos trabalhadores e pelo Sindicato, preferiu mudar o horário de entrada para não conceder o café da manhã. Além disso, não respeita o acordo firmado entre os próprios empresários do setor, quanto ao término do horário de funcionamento da fonte. Os trabalhadores são forçados a só largar quando carregar o último caminhão, três ou quatro horas depois do seu horário e sem receber hora extra. O Sindicato intensificou a fiscalização pelo cumprimento da CCT.

Banco de Horas é rejeitado na PepsiCo em Petrolina

Em atendimento à solicitação da empresa Pepsico em Petrolina (que envasa água de coco e outros produtos), a direção do SINDBEB-PE encaminhou debate com os trabalhadores da unidade sobre a implantação de um acordo de Banco de Horas. Ao final da assembleia, através do voto secreto, os trabalhadores decidiram pela reprovação da proposta apresentada pela empresa. Para o SINDBEB-PE a decisão deve prevalecer e ser respeitada pela PepsiCo, pois a decisão foi tomada de forma democrática e consciente.