Uma comitiva tripartite formada por sindicalistas, representantes do governo federal e empresários brasileiros está na Alemanha para conhecer o sistema elaborado pelo país europeu com o objetivo de garantir o número de empregos em tempos de crise.
A proposta se traduz na redução da jornada de trabalho com compensação governamental às empresas e aos trabalhadores, sempre e quando a recessão econômica tornar difícil o pagamento de salários e a manutenção de empregos. A medida visa evitar demissões em massa, que acabam reduzindo o consumo e aprofundando o contexto de crise.
Segundo o assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República José Lopez Feijóo, no Brasil a proposta é subsidiar a redução da jornada com o dinheiro do Fundo de Emprego e Desemprego. O governo está disposto a arcar com até 60% do valor da hora não trabalhada pelo empregado. “Se nesse período a situação não se resolver e o trabalhador precisar ser demitido, ele poderá acessar o seguro-desemprego por até 18 meses.”
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Lição do deputado Tiririca
Tiririca é apontado pelos jornalistas, que cobrem as atividades do Congresso Nacional, como um dos 25 melhores Deputados Federais de 2012.
Tiririca compareceu a 100% das 171 sessões de votação na Câmara – além dele, apenas mais oito deputados também mereceram igual destaque. E ele tem sido assíduo, inclusive nas comissões onde sua presença não é obrigatória.
O deputado esteve presente em 106 (88%) das 120 reuniões da Comissão de Educação e Cultura, da qual é titular e apresentou sete projetos de lei que beneficiam os artistas circenses. O de maior envergadura, que já vai tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, envolve a criação de um programa de amparo social aos que exercem atividades circenses. De acordo com a proposta, essas pessoas poderão ser atendidas pelo SUS sem a exigência do endereço fixo. No total, o site do Deputado lista 31 atividades entre projetos de lei e outras proposições.
Há de se ressaltar que parte do sucesso do deputado Tiririca está no conjunto de assessores – quatro em São Paulo e sete em Brasília – que redigem, acompanham, cobram, lembram e cuidam da sua reputação. Mas, o respeito e admiração, que ele conquistou entre os jornalistas, residem na seriedade com que sustenta o seu mandato. Não fez mais do que a sua obrigação, mas convenhamos, isso é coisa que a maioria dos seus pares nunca fez.
Tiririca compareceu a 100% das 171 sessões de votação na Câmara – além dele, apenas mais oito deputados também mereceram igual destaque. E ele tem sido assíduo, inclusive nas comissões onde sua presença não é obrigatória.
O deputado esteve presente em 106 (88%) das 120 reuniões da Comissão de Educação e Cultura, da qual é titular e apresentou sete projetos de lei que beneficiam os artistas circenses. O de maior envergadura, que já vai tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, envolve a criação de um programa de amparo social aos que exercem atividades circenses. De acordo com a proposta, essas pessoas poderão ser atendidas pelo SUS sem a exigência do endereço fixo. No total, o site do Deputado lista 31 atividades entre projetos de lei e outras proposições.
Há de se ressaltar que parte do sucesso do deputado Tiririca está no conjunto de assessores – quatro em São Paulo e sete em Brasília – que redigem, acompanham, cobram, lembram e cuidam da sua reputação. Mas, o respeito e admiração, que ele conquistou entre os jornalistas, residem na seriedade com que sustenta o seu mandato. Não fez mais do que a sua obrigação, mas convenhamos, isso é coisa que a maioria dos seus pares nunca fez.
"A década inclusiva": desigualdade no país cai ao menor nível
O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos aumentou 16,6% no período, de forma que o rendimento dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos.
Os dados são do estudo "A década inclusiva", apresentado terça-feira (25) pelo presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. O documento usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diminuição da desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, passou de 0,594 em 2001 para 0,527 em 2011. No índice, quanto mais perto de zero, menor a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres do país. "O Brasil está no ponto mais baixo da desigualdade, embora ela ainda seja muito alta", ressaltou o presidente do Ipea.
O crescimento dos salários é o principal indicador para a melhoria, aponta o estudo. É o que responde por 58% da diminuição. Em segundo lugar vem os rendimentos previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação continuada e outras rendas.
Os dados são do estudo "A década inclusiva", apresentado terça-feira (25) pelo presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. O documento usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diminuição da desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, passou de 0,594 em 2001 para 0,527 em 2011. No índice, quanto mais perto de zero, menor a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres do país. "O Brasil está no ponto mais baixo da desigualdade, embora ela ainda seja muito alta", ressaltou o presidente do Ipea.
O crescimento dos salários é o principal indicador para a melhoria, aponta o estudo. É o que responde por 58% da diminuição. Em segundo lugar vem os rendimentos previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação continuada e outras rendas.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Greve suspende a entrega de bebidas da Coca Cola no DF
Os trabalhadores da Brasal refrigerantes, que representa a Coca Cola no Distrito Federal, rejeitaram a proposta da empresa e aprovaram indicativo de greve para o dia 18 de setembro. Se até aquele dia a Brasal não atendesse a reivindicação dos trabalhadores, serviços como a entrega de bebidas da Coca Cola Company seriam suspensas em todo o DF. A deliberação foi feita em assembleia no dia 14.
Com uma ação no mínimo inteligente, a Brasal apresentou ao Sintrabe – sindicato que representa a categoria – uma proposta que equivale praticamente ao mesmo valor recebido atualmente pelos trabalhadores. A oferta é de piso salarial de R$ 1.280,00 para motoristas e R$ 890,00 para ajudantes, números que são alcançados pela maioria dos trabalhadores de distribuição devido ao pagamento de gratificação por entrega, assiduidade e outras metas. “Na verdade, o que mudaria é que o valor seria registrado na carteira de trabalho, pois, atualmente, o salário registrado é de pouco mais que um salário mínimo”, explica o presidente do Sintrabe, Ney Travassos.
“Não adianta a empresa vir com essa história de trocar seis por meia dúzia porque aqui não tem nenhum ignorante. O pessoal sabe fazer conta. O que queremos é uma proposta decente”, disse o dirigente da CUT-DF, Julimar Roberto, que participou da assembleia.
A Brasal ainda ofereceu a extensão do Plano de Saúde, que antes era para apenas 20% dos quase 2,5 mil trabalhadores da empresa, para todos os funcionários. A proposta também apontou reajuste salarial de 7% para quem tem salários de até R$ 1.200,00 e 6,5% para os trabalhadores que receberem acima deste teto; além de 8% nos tíquete alimentação, que passaria de R$ 12,00 para R$ 13,00.
A reivindicação dos trabalhadores da Brasal é de reajuste de 15% nos salários e demais cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho; pagamento de R$ 0,10 por caixa entregue – no lugar da gratificação por meta e Plano de Saúde para todos os trabalhadores.
Fonte: CUT DF
Com uma ação no mínimo inteligente, a Brasal apresentou ao Sintrabe – sindicato que representa a categoria – uma proposta que equivale praticamente ao mesmo valor recebido atualmente pelos trabalhadores. A oferta é de piso salarial de R$ 1.280,00 para motoristas e R$ 890,00 para ajudantes, números que são alcançados pela maioria dos trabalhadores de distribuição devido ao pagamento de gratificação por entrega, assiduidade e outras metas. “Na verdade, o que mudaria é que o valor seria registrado na carteira de trabalho, pois, atualmente, o salário registrado é de pouco mais que um salário mínimo”, explica o presidente do Sintrabe, Ney Travassos.
“Não adianta a empresa vir com essa história de trocar seis por meia dúzia porque aqui não tem nenhum ignorante. O pessoal sabe fazer conta. O que queremos é uma proposta decente”, disse o dirigente da CUT-DF, Julimar Roberto, que participou da assembleia.
A Brasal ainda ofereceu a extensão do Plano de Saúde, que antes era para apenas 20% dos quase 2,5 mil trabalhadores da empresa, para todos os funcionários. A proposta também apontou reajuste salarial de 7% para quem tem salários de até R$ 1.200,00 e 6,5% para os trabalhadores que receberem acima deste teto; além de 8% nos tíquete alimentação, que passaria de R$ 12,00 para R$ 13,00.
A reivindicação dos trabalhadores da Brasal é de reajuste de 15% nos salários e demais cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho; pagamento de R$ 0,10 por caixa entregue – no lugar da gratificação por meta e Plano de Saúde para todos os trabalhadores.
Fonte: CUT DF
Dados apontam que ascensão da classe C incomoda consumidores da classe AB
Os consumidores das classes A e B se mostram incomodados com algumas
consequências da ascensão econômica da classe C, que passou a comprar produtos e
serviços aos quais apenas a elite tinha acesso. É o que apontam dados de uma
pesquisa do instituto Data Popular feita durante o primeiro trimestre, com 15
mil pessoas das classes mais favorecidas, em todo o Brasil.
De acordo com o levantamento, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que os produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria "gente indesejada" para a região onde mora.
"Durante anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular. "Nos últimos anos, a classe C 'invadiu' shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso. Como é uma coisa nova, a classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso. Parte da elite se incomoda, sim", afirma Meirelles.
Para especialistas, os consumidores da classe AB correm o risco de fazer críticas mal-direcionadas aos chamados emergentes. "Existem setores, como o de viagens aéreas, que expandiram a quantidade de clientes e perderam em qualidade, deixando o serviço realmente pior", diz Rafael Costa Lima, professor de economia da FEA-USP e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor, da FIPE. "A crítica deve ser feita às empresas e à infraestrutura dos aeroportos, não aos novos consumidores", diz Lima.
De acordo com o levantamento, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que os produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria "gente indesejada" para a região onde mora.
"Durante anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular. "Nos últimos anos, a classe C 'invadiu' shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso. Como é uma coisa nova, a classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso. Parte da elite se incomoda, sim", afirma Meirelles.
Para especialistas, os consumidores da classe AB correm o risco de fazer críticas mal-direcionadas aos chamados emergentes. "Existem setores, como o de viagens aéreas, que expandiram a quantidade de clientes e perderam em qualidade, deixando o serviço realmente pior", diz Rafael Costa Lima, professor de economia da FEA-USP e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor, da FIPE. "A crítica deve ser feita às empresas e à infraestrutura dos aeroportos, não aos novos consumidores", diz Lima.
Para o professor, apesar dos aeroportos superlotados, de modo geral
os consumidores de ambos estratos se beneficiam da ascensão da classe C.
"Empresas como a Apple e montadoras de veículos vieram produzir e vender no
Brasil, porque agora existe escala de consumo, o que trouxe mais opções de
produtos para todos", diz Lima. "Além disso, a entrada de milhões de pessoas na
classe consumidora foi o motor da estabilidade de crescimento brasileiro nos
últimos anos", afirma.
Lucro líquido da Ambev sobe 5,4% no 2º trimestre, a R$ 1,932 bilhão
A Ambev divulgou na madrugada no dia 31 de julho o balanço do 2º trimestre de
2012, período em que obteve lucro líquido consolidado (resultado atribuível à
companhia) de R$ 1,932 bilhão, em alta de 5,4% em comparação ao resultado de R$
1,832 bilhão verificado no mesmo período do ano passado.
A receita líquida no segundo trimestre cresceu 17,4%, para R$ 6,825 bilhões, comparados a R$ 5,811 bilhões no mesmo período do ano passado. O lucro bruto avançou 19,3%, para R$ 4,525 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 3,793 bilhões no mesmo período de 2011.
No segundo trimestre de 2012, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 168,3 milhões, bem superior ao resultado financeiro líquido negativo de R$ 25,4 milhões verificado no segundo trimestre do ano passado.
A piora do resultado financeiro líquido, da ordem de R$ 142,9 milhões, segundo a empresa, resultou principalmente de "perdas não realizadas de variação cambial sobre contas a pagar e empréstimos entre empresas do grupo decorrentes da depreciação do real".
A receita líquida no segundo trimestre cresceu 17,4%, para R$ 6,825 bilhões, comparados a R$ 5,811 bilhões no mesmo período do ano passado. O lucro bruto avançou 19,3%, para R$ 4,525 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 3,793 bilhões no mesmo período de 2011.
No segundo trimestre de 2012, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 168,3 milhões, bem superior ao resultado financeiro líquido negativo de R$ 25,4 milhões verificado no segundo trimestre do ano passado.
A piora do resultado financeiro líquido, da ordem de R$ 142,9 milhões, segundo a empresa, resultou principalmente de "perdas não realizadas de variação cambial sobre contas a pagar e empréstimos entre empresas do grupo decorrentes da depreciação do real".
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Concentração de renda diminuiu no Brasil, diz IBGE
A concentração de renda no País voltou a diminuir em 2011. A renda média mensal dos trabalhos brasileiros subiu 8,3% em relação a 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, de forma geral, os salários dos mais pobres aumentaram mais do que os salários dos mais ricos.
O rendimento médio do trabalhador ocupado passou de R$ 1.242,00 em 2009 para R$ 1.345,00 em 2011, com aumentos registrados em todas as regiões. A maior elevação nos rendimentos de trabalho no período (29,2%) foi observada para os 10% da população com menor renda, na faixa de R$ 144,00 para R$ 186,00. Segundo o IBGE, conforme a faixa de renda aumentava, diminuía o ritmo de crescimento do rendimento.
O rendimento médio do trabalhador ocupado passou de R$ 1.242,00 em 2009 para R$ 1.345,00 em 2011, com aumentos registrados em todas as regiões. A maior elevação nos rendimentos de trabalho no período (29,2%) foi observada para os 10% da população com menor renda, na faixa de R$ 144,00 para R$ 186,00. Segundo o IBGE, conforme a faixa de renda aumentava, diminuía o ritmo de crescimento do rendimento.
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