sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um 2013 com justiça e participação

Mesmo que a dor chegue ou a alegria se manifeste; mesmo que o sol brilhe ou a chuva caia; mesmo que uma luta acabe e outra recomece; o tempo não para! 

Mais um ano termina, deixando nas nossas memórias mais um pedacinho da história de cada um. 2013 vem aí e, com ele, renovam-se as esperanças e aumentam as paixões. Esperança de um mundo melhor, mais justo e igualitário. E paixão pelas lutas e conquistas diárias! 
Então, vamos juntos abrir nossos corações, renovar nossos sentimentos de amor e fraternidade; vamos dar as mãos e fazer do próximo ano um período melhor! Porque juntos, de mãos dadas, a caminhada é muito mais segura, mais tranquila e com gosto de vitória!

Famílias endividadas já são 60%

O percentual de famílias endividas aumentou na passagem de novembro para dezembro, avançando de 59% para 60,7%, o maior patamar verificado em 2012, informou a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Em dezembro de 2011, o percentual de famílias que relataram ter dívidas - em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros - chegou a 58,6%.

De acordo com pesquisa Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada ontem pela CNC, o crescimento no número de famílias endividadas entre novembro e dezembro ocorreu tanto para os que têm renda inferior a dez salários mínimos quanto para aqueles que recebem acima disso. Para a faixa com renda inferior a dez salários mínimos, o percentual de famílias com dívidas alcançou 61,9% em dezembro de 2012, ante 60,9% em novembro e 59,6% em dezembro de 2011.

Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas passou de 51,1%, em novembro, para 54,6% em dezembro de 2012. Em dezembro de 2011, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era de 51,4%.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Empregado deve receber R$ 100 mil por assédio sexual

A Justiça do Trabalho condenou a Caixa Econômica Federal a pagar indenização por dano moral no valor de R$ 100 mil a um empregado vítima de assédio sexual de sua chefe. A 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho não acolheu recurso da Caixa questionando o valor da indenização. Assim, não chegou a analisar o mérito da questão. Com isso, ficou mantida a condenação imposta originalmente, em julho de 2007, pela 75ª Vara do Trabalho de São Paulo — que reconheceu o assédio sexual.
No processo, o trabalhador alegou que sofreu assédio sexual e moral por parte de sua gerente na Caixa. De acordo com ele, que também seria modelo fotográfico, ela sempre elogiava a sua beleza, chegando a exagerar nos elogios e a usar "termos lascivos". Diariamente, insistia para que saíssem juntos após o trabalho. Com a sua recusa, ela passou a hostilizá-lo. Para isso, utilizava palavras como "incompetente e inútil".
No julgamento, a Vara do Trabalho destacou que o empregado exercia a função de confiança de caixa executivo, "sendo-lhe subitamente retirada a gratificação especial". Na época, ele estava de licença médica e embora a gerente tenha afirmado que teve acesso ao atestado médico que comprovava sua aptidão para o trabalho, esse documento não foi anexado ao processo.
Para a Vara, teria havido, "perturbação econômica e funcional", motivadas pela perda da comissão sem motivação técnica. "Desse modo, mostra-se plausível a tese inicial, sendo ora reconhecido o assédio sexual noticiado", concluiu.
A Caixa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que manteve a decisão de primeiro grau. Por último, ela recorreu ao TST com um Agravo de Instrumento, após o TRT ter negado seguimento ao seu Recurso de Revista, questionando o valor da indenização de R$ 100 mil. A Caixa considerou a quantia "excessiva" por gerar "enriquecimento sem causa" do trabalhador.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Relatório final do Orçamento 2013 prevê salário mínimo de R$ 674,96

O parecer final do Orçamento da União de 2013 foi entregue na manhã desta segunda-feira, dia 17, pelo relator-geral, senador Romero Jucá (PMDB-RR), já com o valor atualizado do salário mínimo de R$ 674,96, R$ 4 a mais do que a previsão enviada pelo governo.
O custo adicional para os cofres do INSS será de R$ 1,36 bilhão, segundo Jucá. Além disso, por causa das emendas parlamentares, os investimentos das pastas inflaram em R$ 21 bilhões, segundo o senador.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Os ricos estão quebrando



Em relatório divulgado semana passada, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) faz um diagnóstico sombrio para a crise na Europa e Estados Unidos.

O desemprego na Europa aumenta de 10,8% para 11,1% em 2012. A economia terá uma queda de -0,4% (Japão e Estados Unidos também crescerão menos do que o previsto). Grécia, Espanha, Portugal, Itália e Hungria novamente terão contração da economia para esse ano e Bélgica, Reino Unido e Países Baixos terão diminuição do PIB (Produto Interno Bruto) pela primeira vez. Até mesmo a toda poderosa Alemanha terá uma redução do crescimento de 0,9% para 0,6%.

Por isso tudo as previsões da OCDE indicam uma queda continuada da economia mundial e a possibilidade de uma recessão global semelhante a que começou em 2007. Ainda segundo a entidade internacional, a situação pode piorar se os Estados Unidos não conseguirem resolver, até o final do ano, o abismo fiscal de 607 bilhões em que estão e a Espanha, Portugal e Irlanda não resolverem suas crises bancárias.

Em meio a esse turbilhão, o Brasil continua incentivando crédito e consumo, fortalecendo projetos sociais e aumentando investimentos privados e públicos, exatamente o contrário do que fazem as nações ricas. Isso nos mostra que estamos na estratégia correta para evitarmos impactos negativos maiores em nossa economia.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Decisão da Justiça Federal restringe publicidade de bebidas alcóolicas



Uma decisão da Justiça Federal de Santa Catarina restringiu a publicidade de bebidas alcóolicas em âmbito nacional, alcançando por exemplo cerveja e vinho.

A ação foi movida pelo Ministério Público Federal em Santa Catariana, pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que podem entrar com recurso.

A sentença obriga a União e a Anvisa a adotarem medidas para restringir a publicidade de bebidas com teor de álcool superior a 0,5%. Entre elas estão a proibição de veicular comercial de bebidas alcóolicas nas emissoras de rádio e TV das 6h às 21h; de associar os produtos a esportes, à condução de veículos, ao “desempenho saudável de qualquer atividade” e à ideia de que a bebida aumenta o êxito ou a sexualidade das pessoas.

O Ministério Público argumentou que esse tipo de publicidade é nocivo porque induz ao consumo de bebidas alcóolicas principalmente por crianças e adolescentes, e que o álcool tem trazido prejuízo à saúde da população e elevado os custos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Justiça Federal fixou multa diária de R$ 50 mil para o caso de descumprimento da sentença.

Coca-Cola e JBF investem R$ 1 bilhão

Em fábrica de embalagens verdes, ou seja, recicláveis e renováveis



A Coca-Cola Brasil e a empresa indiana JBF Industries vão investir R$ 1 bilhão na construção de uma fábrica de embalagens em Araraquara (SP). A unidade produzirá BioMEG, um derivado da cana-de-açúcar que substitui polímeros de petróleo na produção de garrafas PET.

A garrafa renovável e reciclável já é utilizada no mercado brasileiro. Por enquanto, existem 600 milhões de plantbottle - como são chamadas as garrafas produzidas a partir de derivados da cana-de-açúcar - no Brasil e todas são importadas da Índia.

O objetivo da Coca-Cola e da JBF é que até 2015 todas as embalagens em circulação no País sejam produzidas localmente e a partir da cana brasileira. “A economia será da ordem de 250 mil barris de petróleo por ano”, diz Xiemar Zarazúa presidente da Coca-Cola Brasil.

A tecnologia das “garrafas verdes” é exclusiva da Coca-Cola e da JBS, segundo as companhias. Os empresários não comentam os custos de produção e afirmam não temer as variações de preço entre-safras do etanol brasileiro. “Nosso objetivo é agregar valor ao etanol brasileiro”, diz Ronald Lewis, vice presidente global de compras da Coca-Cola.

Com a nova unidade, o Brasil se tornará o maior produtor e exportador de BioMEG do mundo, com capacidade de produção de 500 mil toneladas ao ano. “A principal meta desse projeto é a exportação das garrafas produzidas no Brasil. Em 2020, queremos que todas as embalagens de Coca-Cola no mundo sejam plantbottle”, diz o chefe operacional da JBF. A estimativa é que 80% da produção seja exportada.

As obras da nova unidade terão início ainda neste ano e a operação está prevista para começar no último semestre de 2014. “Escolhemos a cidade de Araraquara, porque é a capital do setor sucroalcooleiro, está próxima do mercado consumidor e possui infraestrutura”, diz o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Segundo os empresários, a fábrica irá gerar 1.650 empregos diretos e indiretos. Para capacitar a mão de obra local, o governador já garantiu a implantação de uma Fatec na cidade. “Vamos incentivar o ensino técnico e somar ao que já existe na cidade com a ETEC e a Unesp”.

Para este projeto, a Coca-Cola Brasil e a JBF realizaram parceria com a Investe São Paulo, agência paulista de promoção de investimentos e competitividade. Segundo o governador, a parceria permitiu que procedimentos ambientais fossem acelerados e que as companhias recebessem crédito e financiamento subsidiado de juros.