Uma comitiva tripartite formada por sindicalistas, representantes do governo federal e empresários brasileiros está na Alemanha para conhecer o sistema elaborado pelo país europeu com o objetivo de garantir o número de empregos em tempos de crise.
A proposta se traduz na redução da jornada de trabalho com compensação governamental às empresas e aos trabalhadores, sempre e quando a recessão econômica tornar difícil o pagamento de salários e a manutenção de empregos. A medida visa evitar demissões em massa, que acabam reduzindo o consumo e aprofundando o contexto de crise.
Segundo o assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República José Lopez Feijóo, no Brasil a proposta é subsidiar a redução da jornada com o dinheiro do Fundo de Emprego e Desemprego. O governo está disposto a arcar com até 60% do valor da hora não trabalhada pelo empregado. “Se nesse período a situação não se resolver e o trabalhador precisar ser demitido, ele poderá acessar o seguro-desemprego por até 18 meses.”
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Lição do deputado Tiririca
Tiririca é apontado pelos jornalistas, que cobrem as atividades do Congresso Nacional, como um dos 25 melhores Deputados Federais de 2012.
Tiririca compareceu a 100% das 171 sessões de votação na Câmara – além dele, apenas mais oito deputados também mereceram igual destaque. E ele tem sido assíduo, inclusive nas comissões onde sua presença não é obrigatória.
O deputado esteve presente em 106 (88%) das 120 reuniões da Comissão de Educação e Cultura, da qual é titular e apresentou sete projetos de lei que beneficiam os artistas circenses. O de maior envergadura, que já vai tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, envolve a criação de um programa de amparo social aos que exercem atividades circenses. De acordo com a proposta, essas pessoas poderão ser atendidas pelo SUS sem a exigência do endereço fixo. No total, o site do Deputado lista 31 atividades entre projetos de lei e outras proposições.
Há de se ressaltar que parte do sucesso do deputado Tiririca está no conjunto de assessores – quatro em São Paulo e sete em Brasília – que redigem, acompanham, cobram, lembram e cuidam da sua reputação. Mas, o respeito e admiração, que ele conquistou entre os jornalistas, residem na seriedade com que sustenta o seu mandato. Não fez mais do que a sua obrigação, mas convenhamos, isso é coisa que a maioria dos seus pares nunca fez.
Tiririca compareceu a 100% das 171 sessões de votação na Câmara – além dele, apenas mais oito deputados também mereceram igual destaque. E ele tem sido assíduo, inclusive nas comissões onde sua presença não é obrigatória.
O deputado esteve presente em 106 (88%) das 120 reuniões da Comissão de Educação e Cultura, da qual é titular e apresentou sete projetos de lei que beneficiam os artistas circenses. O de maior envergadura, que já vai tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, envolve a criação de um programa de amparo social aos que exercem atividades circenses. De acordo com a proposta, essas pessoas poderão ser atendidas pelo SUS sem a exigência do endereço fixo. No total, o site do Deputado lista 31 atividades entre projetos de lei e outras proposições.
Há de se ressaltar que parte do sucesso do deputado Tiririca está no conjunto de assessores – quatro em São Paulo e sete em Brasília – que redigem, acompanham, cobram, lembram e cuidam da sua reputação. Mas, o respeito e admiração, que ele conquistou entre os jornalistas, residem na seriedade com que sustenta o seu mandato. Não fez mais do que a sua obrigação, mas convenhamos, isso é coisa que a maioria dos seus pares nunca fez.
"A década inclusiva": desigualdade no país cai ao menor nível
O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos aumentou 16,6% no período, de forma que o rendimento dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos.
Os dados são do estudo "A década inclusiva", apresentado terça-feira (25) pelo presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. O documento usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diminuição da desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, passou de 0,594 em 2001 para 0,527 em 2011. No índice, quanto mais perto de zero, menor a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres do país. "O Brasil está no ponto mais baixo da desigualdade, embora ela ainda seja muito alta", ressaltou o presidente do Ipea.
O crescimento dos salários é o principal indicador para a melhoria, aponta o estudo. É o que responde por 58% da diminuição. Em segundo lugar vem os rendimentos previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação continuada e outras rendas.
Os dados são do estudo "A década inclusiva", apresentado terça-feira (25) pelo presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. O documento usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diminuição da desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, passou de 0,594 em 2001 para 0,527 em 2011. No índice, quanto mais perto de zero, menor a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres do país. "O Brasil está no ponto mais baixo da desigualdade, embora ela ainda seja muito alta", ressaltou o presidente do Ipea.
O crescimento dos salários é o principal indicador para a melhoria, aponta o estudo. É o que responde por 58% da diminuição. Em segundo lugar vem os rendimentos previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação continuada e outras rendas.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Greve suspende a entrega de bebidas da Coca Cola no DF
Os trabalhadores da Brasal refrigerantes, que representa a Coca Cola no Distrito Federal, rejeitaram a proposta da empresa e aprovaram indicativo de greve para o dia 18 de setembro. Se até aquele dia a Brasal não atendesse a reivindicação dos trabalhadores, serviços como a entrega de bebidas da Coca Cola Company seriam suspensas em todo o DF. A deliberação foi feita em assembleia no dia 14.
Com uma ação no mínimo inteligente, a Brasal apresentou ao Sintrabe – sindicato que representa a categoria – uma proposta que equivale praticamente ao mesmo valor recebido atualmente pelos trabalhadores. A oferta é de piso salarial de R$ 1.280,00 para motoristas e R$ 890,00 para ajudantes, números que são alcançados pela maioria dos trabalhadores de distribuição devido ao pagamento de gratificação por entrega, assiduidade e outras metas. “Na verdade, o que mudaria é que o valor seria registrado na carteira de trabalho, pois, atualmente, o salário registrado é de pouco mais que um salário mínimo”, explica o presidente do Sintrabe, Ney Travassos.
“Não adianta a empresa vir com essa história de trocar seis por meia dúzia porque aqui não tem nenhum ignorante. O pessoal sabe fazer conta. O que queremos é uma proposta decente”, disse o dirigente da CUT-DF, Julimar Roberto, que participou da assembleia.
A Brasal ainda ofereceu a extensão do Plano de Saúde, que antes era para apenas 20% dos quase 2,5 mil trabalhadores da empresa, para todos os funcionários. A proposta também apontou reajuste salarial de 7% para quem tem salários de até R$ 1.200,00 e 6,5% para os trabalhadores que receberem acima deste teto; além de 8% nos tíquete alimentação, que passaria de R$ 12,00 para R$ 13,00.
A reivindicação dos trabalhadores da Brasal é de reajuste de 15% nos salários e demais cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho; pagamento de R$ 0,10 por caixa entregue – no lugar da gratificação por meta e Plano de Saúde para todos os trabalhadores.
Fonte: CUT DF
Com uma ação no mínimo inteligente, a Brasal apresentou ao Sintrabe – sindicato que representa a categoria – uma proposta que equivale praticamente ao mesmo valor recebido atualmente pelos trabalhadores. A oferta é de piso salarial de R$ 1.280,00 para motoristas e R$ 890,00 para ajudantes, números que são alcançados pela maioria dos trabalhadores de distribuição devido ao pagamento de gratificação por entrega, assiduidade e outras metas. “Na verdade, o que mudaria é que o valor seria registrado na carteira de trabalho, pois, atualmente, o salário registrado é de pouco mais que um salário mínimo”, explica o presidente do Sintrabe, Ney Travassos.
“Não adianta a empresa vir com essa história de trocar seis por meia dúzia porque aqui não tem nenhum ignorante. O pessoal sabe fazer conta. O que queremos é uma proposta decente”, disse o dirigente da CUT-DF, Julimar Roberto, que participou da assembleia.
A Brasal ainda ofereceu a extensão do Plano de Saúde, que antes era para apenas 20% dos quase 2,5 mil trabalhadores da empresa, para todos os funcionários. A proposta também apontou reajuste salarial de 7% para quem tem salários de até R$ 1.200,00 e 6,5% para os trabalhadores que receberem acima deste teto; além de 8% nos tíquete alimentação, que passaria de R$ 12,00 para R$ 13,00.
A reivindicação dos trabalhadores da Brasal é de reajuste de 15% nos salários e demais cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho; pagamento de R$ 0,10 por caixa entregue – no lugar da gratificação por meta e Plano de Saúde para todos os trabalhadores.
Fonte: CUT DF
Dados apontam que ascensão da classe C incomoda consumidores da classe AB
Os consumidores das classes A e B se mostram incomodados com algumas
consequências da ascensão econômica da classe C, que passou a comprar produtos e
serviços aos quais apenas a elite tinha acesso. É o que apontam dados de uma
pesquisa do instituto Data Popular feita durante o primeiro trimestre, com 15
mil pessoas das classes mais favorecidas, em todo o Brasil.
De acordo com o levantamento, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que os produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria "gente indesejada" para a região onde mora.
"Durante anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular. "Nos últimos anos, a classe C 'invadiu' shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso. Como é uma coisa nova, a classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso. Parte da elite se incomoda, sim", afirma Meirelles.
Para especialistas, os consumidores da classe AB correm o risco de fazer críticas mal-direcionadas aos chamados emergentes. "Existem setores, como o de viagens aéreas, que expandiram a quantidade de clientes e perderam em qualidade, deixando o serviço realmente pior", diz Rafael Costa Lima, professor de economia da FEA-USP e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor, da FIPE. "A crítica deve ser feita às empresas e à infraestrutura dos aeroportos, não aos novos consumidores", diz Lima.
De acordo com o levantamento, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que os produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria "gente indesejada" para a região onde mora.
"Durante anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular. "Nos últimos anos, a classe C 'invadiu' shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso. Como é uma coisa nova, a classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso. Parte da elite se incomoda, sim", afirma Meirelles.
Para especialistas, os consumidores da classe AB correm o risco de fazer críticas mal-direcionadas aos chamados emergentes. "Existem setores, como o de viagens aéreas, que expandiram a quantidade de clientes e perderam em qualidade, deixando o serviço realmente pior", diz Rafael Costa Lima, professor de economia da FEA-USP e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor, da FIPE. "A crítica deve ser feita às empresas e à infraestrutura dos aeroportos, não aos novos consumidores", diz Lima.
Para o professor, apesar dos aeroportos superlotados, de modo geral
os consumidores de ambos estratos se beneficiam da ascensão da classe C.
"Empresas como a Apple e montadoras de veículos vieram produzir e vender no
Brasil, porque agora existe escala de consumo, o que trouxe mais opções de
produtos para todos", diz Lima. "Além disso, a entrada de milhões de pessoas na
classe consumidora foi o motor da estabilidade de crescimento brasileiro nos
últimos anos", afirma.
Lucro líquido da Ambev sobe 5,4% no 2º trimestre, a R$ 1,932 bilhão
A Ambev divulgou na madrugada no dia 31 de julho o balanço do 2º trimestre de
2012, período em que obteve lucro líquido consolidado (resultado atribuível à
companhia) de R$ 1,932 bilhão, em alta de 5,4% em comparação ao resultado de R$
1,832 bilhão verificado no mesmo período do ano passado.
A receita líquida no segundo trimestre cresceu 17,4%, para R$ 6,825 bilhões, comparados a R$ 5,811 bilhões no mesmo período do ano passado. O lucro bruto avançou 19,3%, para R$ 4,525 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 3,793 bilhões no mesmo período de 2011.
No segundo trimestre de 2012, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 168,3 milhões, bem superior ao resultado financeiro líquido negativo de R$ 25,4 milhões verificado no segundo trimestre do ano passado.
A piora do resultado financeiro líquido, da ordem de R$ 142,9 milhões, segundo a empresa, resultou principalmente de "perdas não realizadas de variação cambial sobre contas a pagar e empréstimos entre empresas do grupo decorrentes da depreciação do real".
A receita líquida no segundo trimestre cresceu 17,4%, para R$ 6,825 bilhões, comparados a R$ 5,811 bilhões no mesmo período do ano passado. O lucro bruto avançou 19,3%, para R$ 4,525 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 3,793 bilhões no mesmo período de 2011.
No segundo trimestre de 2012, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 168,3 milhões, bem superior ao resultado financeiro líquido negativo de R$ 25,4 milhões verificado no segundo trimestre do ano passado.
A piora do resultado financeiro líquido, da ordem de R$ 142,9 milhões, segundo a empresa, resultou principalmente de "perdas não realizadas de variação cambial sobre contas a pagar e empréstimos entre empresas do grupo decorrentes da depreciação do real".
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Concentração de renda diminuiu no Brasil, diz IBGE
A concentração de renda no País voltou a diminuir em 2011. A renda média mensal dos trabalhos brasileiros subiu 8,3% em relação a 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, de forma geral, os salários dos mais pobres aumentaram mais do que os salários dos mais ricos.
O rendimento médio do trabalhador ocupado passou de R$ 1.242,00 em 2009 para R$ 1.345,00 em 2011, com aumentos registrados em todas as regiões. A maior elevação nos rendimentos de trabalho no período (29,2%) foi observada para os 10% da população com menor renda, na faixa de R$ 144,00 para R$ 186,00. Segundo o IBGE, conforme a faixa de renda aumentava, diminuía o ritmo de crescimento do rendimento.
O rendimento médio do trabalhador ocupado passou de R$ 1.242,00 em 2009 para R$ 1.345,00 em 2011, com aumentos registrados em todas as regiões. A maior elevação nos rendimentos de trabalho no período (29,2%) foi observada para os 10% da população com menor renda, na faixa de R$ 144,00 para R$ 186,00. Segundo o IBGE, conforme a faixa de renda aumentava, diminuía o ritmo de crescimento do rendimento.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
TST decide que funcionário que fica à disposição pelo celular tem o direito a remuneração extra
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que o trabalhador que fica à disposição da empresa por meio do telefone celular tem o direito de receber remuneração extra pelas horas de sobreaviso. Apesar do TST já ter estabelecido que o uso do telefone da empresa não é caracterizado como plantão, a partir do momento em que o funcionário fica com sua liberdade de locomoção limitada, ele tem o direito ao pagamento extra.
O caso veio à discussão, quando o chefe do almoxarifado de uma empresa gaúcha portava o celular e ficava à disposição da companhia todos os dias, inclusive finais de semana e feriados, por ser o único responsável por qualquer movimentação no estoque.
A 5ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) concluiu que o funcionário não tinha plena liberdade nessas horas, que deveriam ser pagas à razão de um terço da hora normal. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, que apenas limitou o período aos horários e dias de efetivo funcionamento da empresa.
O sobreaviso é caracterizado quando há restrição da liberdade do trabalhador de utilizar seu tempo de folga por determinação do empregador. As horas são remuneradas com valor de um terço da hora normal, e no caso de o empregado ser efetivamente acionado, a remuneração é de hora extra.
Com a introdução de novas tecnologias, o funcionário não é mais obrigado a permanecer em casa à espera de um chamado por telefone fixo. Porém, o uso de bips, pagers e celulares não é suficiente para determinar que o trabalhador esteja de sobreaviso, “porque o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, a convocação para o serviço”. Por isso, o TST poderá voltar a discutir a súmula dos “aparelhos de intercomunicação”.
O caso veio à discussão, quando o chefe do almoxarifado de uma empresa gaúcha portava o celular e ficava à disposição da companhia todos os dias, inclusive finais de semana e feriados, por ser o único responsável por qualquer movimentação no estoque.
A 5ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) concluiu que o funcionário não tinha plena liberdade nessas horas, que deveriam ser pagas à razão de um terço da hora normal. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, que apenas limitou o período aos horários e dias de efetivo funcionamento da empresa.
O sobreaviso é caracterizado quando há restrição da liberdade do trabalhador de utilizar seu tempo de folga por determinação do empregador. As horas são remuneradas com valor de um terço da hora normal, e no caso de o empregado ser efetivamente acionado, a remuneração é de hora extra.
Com a introdução de novas tecnologias, o funcionário não é mais obrigado a permanecer em casa à espera de um chamado por telefone fixo. Porém, o uso de bips, pagers e celulares não é suficiente para determinar que o trabalhador esteja de sobreaviso, “porque o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, a convocação para o serviço”. Por isso, o TST poderá voltar a discutir a súmula dos “aparelhos de intercomunicação”.
Dilma diz que redução do preço da energia criará mais empregos
Ao anunciar ontem que o preço da energia elétrica vai cair em média 16,2% para os consumidores residenciais e até 28% para a indústria, a presidenta Dilma Rousseff acrescentou que a redução das tarifas pode ser ainda maior.
Tudo dependerá dos cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre as concessões que vencerão entre 2016 e 2017, disse ela.
Dilma reafirmou que a queda dos preços aumentará a competitividade do País; terá efeito multiplicador em outros setores da economia e, combinado com outras medidas, vai garantir ao Brasil uma década de crescimento.
“Seu impacto atingirá toda a economia, ao reduzir custo das mercadorias, melhorar a participação do país na disputa por mercados internacionais, criar mais empregos e reduzir a inflação”, listou.
Punição severa
A redução da tarifa vai se dar pela combinação do cálculo de preço na renovação de concessões do setor elétrico, redução de encargos federais que incidem sobre as contas de luz e aporte da União de R$ 3,3 bilhões.
Essas medidas fazem parte do chamado Novo Modelo do Setor Elétrico, política que começou a ser elaborada por Dilma em 2003, na época em que era ministra de Minas e Energia do ex-presidente Lula.
A redução nas tarifas é a maior que se tem notícia no País e será acompanhada do aumento da fiscalização e punições mais severas para empresas que descumprirem contratos.
“Seremos cada vez mais vigilantes para garantir o serviço prestado pelas empresas, fiscalizaremos com rigor o cumprimento dos contratos e a qualidade dos serviços”, concluiu a presidenta.
Tudo dependerá dos cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre as concessões que vencerão entre 2016 e 2017, disse ela.
Dilma reafirmou que a queda dos preços aumentará a competitividade do País; terá efeito multiplicador em outros setores da economia e, combinado com outras medidas, vai garantir ao Brasil uma década de crescimento.
“Seu impacto atingirá toda a economia, ao reduzir custo das mercadorias, melhorar a participação do país na disputa por mercados internacionais, criar mais empregos e reduzir a inflação”, listou.
Punição severa
A redução da tarifa vai se dar pela combinação do cálculo de preço na renovação de concessões do setor elétrico, redução de encargos federais que incidem sobre as contas de luz e aporte da União de R$ 3,3 bilhões.
Essas medidas fazem parte do chamado Novo Modelo do Setor Elétrico, política que começou a ser elaborada por Dilma em 2003, na época em que era ministra de Minas e Energia do ex-presidente Lula.
A redução nas tarifas é a maior que se tem notícia no País e será acompanhada do aumento da fiscalização e punições mais severas para empresas que descumprirem contratos.
“Seremos cada vez mais vigilantes para garantir o serviço prestado pelas empresas, fiscalizaremos com rigor o cumprimento dos contratos e a qualidade dos serviços”, concluiu a presidenta.
Aceita uma garota de programa?
A AmBev terá de
indenizar um funcionário por danos morais ao constrangê-lo a comparecer a
reuniões matinais nas quais estavam presentes garotas de programa, e por
submetê-lo a situações vexatórias com o objetivo de alavancar o cumprimento de
metas.
Recurso da AmBev foi analisado pelo Tribunal Superior do Trabalho
(TST), depois que o Tribunal Regional (TRT) da 9ª Região (PR)
determinou o pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil (25 mil dólares) em
razão de "assédio moral decorrente de constrangimento".
No recurso ao TST, a AmBev alegou que o valor da
indenização seria desproporcional e o dano sofrido pelo empregado seria
"mínimo". A 5ª Turma não conheceu do recurso. Assim, a decisão que
condenou a AmBev em R$ 50 mil foi mantida.
Segundo relatos de testemunhas, um dos gerentes de vendas tinha o
costume de se dirigir aos empregados de forma desrespeitosa, valendo-se de
palavrões.
O mesmo gerente era responsável pela presença de garotas de programa em
reuniões.
Os fatos objeto da ação ocorreram mais de dez vezes. A empresa,
inclusive, já havia sido coibida de adotar práticas incompatíveis com o ambiente
de trabalho e chegou a firmar Termo de Ajuste de Conduta (TAC), junto ao
Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se "a orientar e enfatizar seus
funcionários para evitar condutas que possam de alguma forma promover
desrespeito mútuo".
O reclamante, casado e evangélico, descreve na reclamação trabalhista
que chegou a ser amarrado e obrigado a assistir filmes pornôs, e houve situação
na qual uma "stripper" foi levada à sua sala para se
despir.
A ação também relata que os vendedores eram obrigados a participar de
festas em chácaras, com a presença de garotas de programa utilizadas como forma
de incentivo para o aumento de vendas. Afirmou que havia os funcionários que
batiam as cotas de venda recebiam "vales garota de programa".
A AmBev não se deu por vencida: interpôs embargos
declaratórios, ainda não julgados.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Brasil: 300 mil em greve conquistam mais salário e melhores condições de trabalho
Em Relatório da Federaçao Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Fenatracop) sobre a crescente onda de mobilizações no setor da construção no Brasil foi levantado que, somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 302.600 trabalhadores entraram em greve em 20 dos 27 estados do país. Observa-se que 70% destas mobilizações aconteceram em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste onde os salários são em torno de 30% mais baixos se comparados com os de outras regiões do país. O estudo anterior já apontava para a crescente onda de mobilizações, já que nos primeiros três meses do ano mais de 150 mil trabalhadores haviam cruzado os braços no setor da construção. Neste sentido, o relatório atual, focado no primeiro semestre como um todo, aponta para a consolidação de um cenário em que os trabalhadores do setor no Brasil mantiveram este ritmo intenso de mobilizações (veja estudo completo aqui) .
Entre as conclusões enumeradas nesta avaliação está a identificação de um modelo arcaico no que se refere à gestão das relações de trabalho onde imperam más condições de trabalho, grandes diferenças salariais de uma região para outra e a falta de perspectivas de melhores condições de trabalho. Isto seria uma das explicações para entender o fato de que, como aponta o estudo, grande parte das paralisações ocorridas no primeiro semestre tenham sido espontâneas, iniciadas pelos trabalhadores nos canteiros de obra, em resposta às condições de trabalho degradantes a que estão expostos. A avaliação apresenta como destaque: as greves de Jirau e Santo Antônio, onde ocorreram, por exemplo, incêndios nos alojamentos fruto da revolta dos trabalhadores em função das péssimas condições de trabalho; e também o mercado da construção em Rondônia onde foram registrados uma intensa migração de trabalhadores do setor para a região e um aumento salarial médio de 39%.
Observa-se, ainda, tanto a ineficácia da Justiça do Trabalho na resolução de conflitos, como uma política empresarial que visa “judicializar as greves”. Isto acabou implicando, por um lado, na demissão de centenas de trabalhadores que participavam das mobilizações e, por outro, trabalhadores se mantendo em greve mesmo depois de decisões desfavoráveis por parte do poder judiciário – como, por exemplo, no caso ocorrido no complexo de Suape, em Pernambuco. Como pontos positivos a se destacar neste contexto estão os avanços salariais e o Termo de Compromisso Nacional para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho nas Indústrias da Construção assinado entre o governo federal, os representantes dos trabalhadores e os das empresas.
Entre as conclusões enumeradas nesta avaliação está a identificação de um modelo arcaico no que se refere à gestão das relações de trabalho onde imperam más condições de trabalho, grandes diferenças salariais de uma região para outra e a falta de perspectivas de melhores condições de trabalho. Isto seria uma das explicações para entender o fato de que, como aponta o estudo, grande parte das paralisações ocorridas no primeiro semestre tenham sido espontâneas, iniciadas pelos trabalhadores nos canteiros de obra, em resposta às condições de trabalho degradantes a que estão expostos. A avaliação apresenta como destaque: as greves de Jirau e Santo Antônio, onde ocorreram, por exemplo, incêndios nos alojamentos fruto da revolta dos trabalhadores em função das péssimas condições de trabalho; e também o mercado da construção em Rondônia onde foram registrados uma intensa migração de trabalhadores do setor para a região e um aumento salarial médio de 39%.
Observa-se, ainda, tanto a ineficácia da Justiça do Trabalho na resolução de conflitos, como uma política empresarial que visa “judicializar as greves”. Isto acabou implicando, por um lado, na demissão de centenas de trabalhadores que participavam das mobilizações e, por outro, trabalhadores se mantendo em greve mesmo depois de decisões desfavoráveis por parte do poder judiciário – como, por exemplo, no caso ocorrido no complexo de Suape, em Pernambuco. Como pontos positivos a se destacar neste contexto estão os avanços salariais e o Termo de Compromisso Nacional para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho nas Indústrias da Construção assinado entre o governo federal, os representantes dos trabalhadores e os das empresas.
Salário mínimo deveria ser de R$ 2,5 mil, diz Dieese
O salário mínimo do trabalhador no País
deveria ter sido de R$ 2.589,78 em agosto, a fim de suprir as necessidades
básicas dos brasileiros e de sua família, como constata a Pesquisa Nacional da
Cesta Básica, divulgada nesta terça-feira pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 308,27, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o salário mínimo deveria ter sido 4,16 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00.
O valor estimado pelo Dieese em agosto é maior do que o apurado para julho, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.519,97, ou 4,05 vezes o mínimo atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros fora calculado em R$ 2.278,77, ou 4,18 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545,00.
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o consumidor que ganha um salário mínimo pudesse adquirir, em agosto deste ano, o conjunto de bens essenciais aumentou na comparação com o mês anterior e com agosto de 2011. De acordo com o Dieese, para comprar a cesta básica no oitavo mês de 2012, o brasileiro precisou trabalhar em média 95 horas e 3 minutos, contra 92 horas e 48 minutos em julho. Em agosto do ano passado, a jornada média de trabalho exigida para a compra de itens alimentícios básicos foi de 94 horas e 38 minutos.
OIT estima aumento do desemprego entre jovens nos próximos cinco anos
O aumento do desemprego entre jovens no mundo preocupa a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A organização estima aumento da taxa global de desemprego juvenil de 12,7%, este ano, para 12,9%, em 2017.
De acordo com o documento "Panorama Mundial do Emprego: Perspectivas Pouco Animadoras para os Jovens no Mercado Laboral", divulgado no dia 4 de setembro, a crise na zona do euro contribuiu para o crescimento das taxas de desemprego na faixa etária entre 15 e 24 anos, inclusive em países emergentes, como o Brasil. Para enfrentar a situação, a OIT enfatizou a necessidade da atuação dos governos com políticas de incentivo e apoio.
Segundo a organização, a propagação do desemprego juvenil terá reflexo nas economias da América Latina e do Sudeste Asiático com a diminuição das exportações. A perspectiva é que a taxa fique estável no médio prazo, por volta dos 14,6%, nas regiões. No Norte da África e no Oriente Médio, o desemprego deve ficar acima dos 26% nos próximos anos – bem acima da média mundial.
De acordo com o relatório, o desemprego juvenil tende a diminuir nas economias desenvolvidas nos próximos cinco anos, de 17,5%, em 2012, para 15,6%, em 2017. Antes do início da crise econômica mundial, em 2009, a taxa era 12,5%.
A queda nesses países, no entanto, não significa a criação de empregos, mas a desistência de grande parte dos jovens, economicamente ativos, em procurar trabalho. Por não estarem buscando emprego, deixam de ser contabilizados como desempregados.
Para a OIT, é importante o apoio do governo aos jovens por meio da criação de empregos com políticas macroeconômicas, políticas no mercado laboral, capacitação, incentivos fiscais e adoção de políticas anticíclicas.
De acordo com o documento "Panorama Mundial do Emprego: Perspectivas Pouco Animadoras para os Jovens no Mercado Laboral", divulgado no dia 4 de setembro, a crise na zona do euro contribuiu para o crescimento das taxas de desemprego na faixa etária entre 15 e 24 anos, inclusive em países emergentes, como o Brasil. Para enfrentar a situação, a OIT enfatizou a necessidade da atuação dos governos com políticas de incentivo e apoio.
Segundo a organização, a propagação do desemprego juvenil terá reflexo nas economias da América Latina e do Sudeste Asiático com a diminuição das exportações. A perspectiva é que a taxa fique estável no médio prazo, por volta dos 14,6%, nas regiões. No Norte da África e no Oriente Médio, o desemprego deve ficar acima dos 26% nos próximos anos – bem acima da média mundial.
De acordo com o relatório, o desemprego juvenil tende a diminuir nas economias desenvolvidas nos próximos cinco anos, de 17,5%, em 2012, para 15,6%, em 2017. Antes do início da crise econômica mundial, em 2009, a taxa era 12,5%.
A queda nesses países, no entanto, não significa a criação de empregos, mas a desistência de grande parte dos jovens, economicamente ativos, em procurar trabalho. Por não estarem buscando emprego, deixam de ser contabilizados como desempregados.
Para a OIT, é importante o apoio do governo aos jovens por meio da criação de empregos com políticas macroeconômicas, políticas no mercado laboral, capacitação, incentivos fiscais e adoção de políticas anticíclicas.
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